
Quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 às 9:33
Governo investirá mais R$ 46 bilhões nas ferrovias brasileiras
A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 46 bilhões na malha ferroviária brasileira. Parte desse investimento será usado na extensão sul da Ferrovia Norte-Sul, ligando Anápolis (GO) a Estrêla D’Oeste (SP), que conta com 670 quilômetros. O projeto será iniciado nesta quinta-feira (23/12) com o presidente Lula participando na cidade goiana de cerimônia de assinatura de ordem do início das obras.
De acordo com a Valec -- Engenharia e Construções e Ferrovias SA, as obras o trecho sul está dividido em cinco lotes, começando no município de Ouro Verde, cruzando o sudoeste goiano -- região de agronegócio -- e parte de Minas Gerais, até chegar a São Paulo. A previsão é de abertura de 10 mil postos de trabalho diretos e 30 mil empregos indiretos durante o período da construção do empreendimento.
O Blog do Planalto traz, nesta quarta-feira (22/12), o quarto e último post da série especial sobre Ferrovias (ver todos os textos aqui), que inclui também a entrevista com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, especialista que atuou na Casa Civil da Presidência da República como um dos principais assessores da então ministra Dilma Rouseff no programa de recuperação das ferrovias nacionais.
“Nós temos hoje um quadro que já está desenhado no PAC 1 e 2. Vamos intensificar as ações na área de ferrovias. No governo Lula começamos a implantar projetos. Tínhamos uma máquina pública que estava na inércia. No caso da presidente Dilma, ela não terá essa dificuldade. Todos os projetos estão em ritmo de implantação adequado. Além das obras em andamento, existem mais 10 mil quiômetros de ferrovias que estão em estudo”, afirmou.
Bernardo informou que o governo deve investir na ligação da Norte-Sul até o Porto de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul. Na parte norte, a malha contará com ligação a Barcarena, em Belém (PA), permitindo a circulação da produção de ponta a ponta (num outro ramal), a ferrovia estará ligada com o Porto de Itaqui, em São Luís (MA).
Quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 às 9:00
O resgate do modelo ferroviário de transporte de passageiros
Viajar de trem pelo País é o sonho de muitos brasileiros e está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Projetos como o Trem de Alta Velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo e investimentos em ferrovias com a Norte-Sul podem ajudar o Brasil a ter uma malha ferroviária respeitável nos próximos anos. A região Centro-Oeste, por exemplo, poderá ganhar um ramal de passageiros ligando as capitais Brasília (DF) e Goiânia, em trecho que seria ligado à ferrovia Norte-Sul. Estudos nesse sentido já estão em andamento pela Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias no País, afirmou Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao Blog do Planalto. Confira as partes anteriores da entrevista clicando no selinho deste post.Bernardo Figueiredo explicou que a conclusão da Norte-Sul abre espaço também para o transporte de passageiros por trens. Segundo ele, a malha férrea representa 80% do investimento e as composições, 20%. Deste forma, com as linhas disponíveis, basta apenas que grupos econômicos entrem no empreendimento. O objetivo é promover a interligação de Brasília com a Norte-Sul e, por sua vez, permitir um ramal ligando a capital federal ao Rio de Janeiro. “É um eixo muito denso e com uma demanda muito forte. Será possível conectar Brasília à Norte-Sul com um custo baixo”, explicou, lembrando que o modelo de transporte ferroviário no Brasil existe desde o século 19, mas nunca foi posto em prática pelos governantes. Foi resgatado por decisão política do governo Lula.
Na conversa, o diretor-geral da ANTT conta também que a agência reguladora apresentou ao governo federal proposta de adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) para abril de 2011 por achar que existem outros grupos que podem entrar na disputa, tornando o processo ainda mais competitivo. Figueiredo explicou ainda que a decisão não vai atrasar as obras do ‘trem-bala’ e que a agência reguladora pretende equacionar questões referentes à licença ambiental nos próximos cinco meses. Segundo o executivo, o trem-bala deverá entrar em operação em 2016, quando ocorrerá os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Para Figueiredo, o trem-bala será um divisor de águas no setor ferroviário de passageiros do País. Com o empreendimento, os aeroportos internacionais do Rio (Galeão), São Paulo (Guarulhos-Cumbica) e Campinas (Viracopos) ficarão mais atraentes e terão melhor aproveitamento. O de Campinas, por exemplo, poderá receber voos internacionais com os passageiros se deslocando para São Paulo e Rio de Janeiro por meio do ‘trem-bala’.
Na próxima quarta-feira (22/12), a última parte da série especial sobre ferrovias abordará a herança que a presidente Dilma Rousseff vai receber a partir do dia 1 de janeiro de 2011.
Blog do Planalto.




Nenhum comentário:
Postar um comentário