O Brasil inaugurou maior ciclo de desenvolvimento e crescimento de sua história nas áreas de bioenergia, ferroviária, energética, agroecológica e comercial sem deixar de ter o foco na sustentabilidade e preservação do meio ambiente, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (30/11) em discurso após visitar às obras da usina hidrelétrica de Estreito (MA) para início do enchimento do lago.
Segundo o presidente, uma obra da magnitude da hidrelétrica que está sendo construída no município maranhense deve trazer benefícios para um grande número de pessoas mas, ao mesmo tempo, levar em conta o desenvolvimento da região e da população local, que não pode ter a moradia e a atividade de subsistência afetadas pelas obras e pela implantação do projeto. Disse ainda que o início da obra só foi possível graças ao trabalho da presidente eleita Dilma Rousseff, que durante sua atuação como ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil trabalhou para mudar o marco regulatório do setor energético no Brasil.
É importante que a gente saia daqui convencido de que essa obra só foi possível ser feita por causa de uma mulher chamada Dilma Rousseff, que mudou o marco regulatório da questão energética do país. Tudo o que eu espero é que ela faça mais e melhor do que eu fiz, porque ela me ajudou a construir o que eu construir, ela sabe como fazer e ela conhece o País como pouca gente conhece.
Diante de um público entusiasmado, o presidente Lula ressaltou que chegou o momento de investir no crescimento das regiões Norte e Nordeste. É o que o governo vem fazendo, frisou, lembrando de projetos como as refinarias de petróleo que estão sendo feitas em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará e as ferrovias Transnordestina, Norte-Sul e Oeste-Lese, que ligarão o Norte e Nordeste ao restante do País. Citou ainda os portos das regiões que estão sendo construídos e modernizados.
Nós queremos transferir para o Norte e para o Nordeste uma parte do desenvolvimento do Brasil. Nós não queremos tirar nada do Sudeste, nós queremos que São Paulo continue crescendo, que o Rio de Janeiro continue crescendo, que o Sul continue crescendo, mas nós achamos que o século XXI é a vez do Nordeste e do Norte deste país começar a crescer.
O município de Estreito tem hoje o terceiro maior empreendimento de geração de energia elétrica em construção no país, e a operação comercial da primeira unidade geradora está prevista para abril de 2011. A usina contará com potência instalada de 1.087 MW e 641,8 MW médios de energia assegurada distribuídas em oito unidades geradoras acionadas por turbinas tipo Kaplan, de 135,875 MW cada. A usina está com 92,5% das obras realizadas e o empreendimento, uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), promoveu a criação de 22 mil empregos no pico das obras, com 5.500 empregos diretos e 16.500 indiretos.
O acesso a banda larga está mais perto de se tornar realidade para milhões brasileiros que moram no interior e nas áreas rurais do País. O assunto é uma das pautas centrais de discussão do 3º encontro do Fórum Brasil Conectado, que está sendo realizado nesta terça-feira (30/11), em Brasília (DF).
O 3º encontro dá continuidade aos debates e discussões sobre o desenvolvimento e os resultados alcançados com a implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) – lançado em maio deste ano -, que vai levar às regiões centrais do Brasil internet rápida a preços acessíveis e abaixo do praticado no mercado. As 100 primeiras cidades que serão contempladas pelo programa já foram selecionadas e receberão o serviço por meio da estatal Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás). Até 2014, a expectativa é que o serviço esteja presente em 40 milhões de domicílios brasileiros. Ao final da reunião, será lançado o documento-base do PNBL.
O Fórum Brasil Conectado é vinculado ao Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital, instância da Casa Civil da Presidência da República. Em suas discussões, realizadas bimestralmente, reúnem-se representantes dos governos federal, estadual e municipal, poder Legislativo, entidades de representação das operadoras, fabricantes de equipamentos, desenvolvedores de software, produtores de conteúdo digital, entidades de representação dos usuários e sociedade civil.
Com a implantação total do PNLB, o governo federal pretende acelerar o desenvolvimento econômico e social, promover a inclusão digital, reduzir as desigualdades social e regional, promover a geração de emprego e renda. Espera-se, ainda, ampliar os serviços de governo eletrônico e facilitar aos cidadãos o uso dos serviços do Estado, além de promover a capacitação da população para o uso das tecnologias de informação e aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade do País.