terça-feira, 1 de junho de 2010

O crescimento é filho da confiança

O crescimento é filho da confiança


Em 2008, quando eclodiu a crise financeira mundial, muitos analistas econômicos previram anos difíceis para a economia brasileira. Quando o presidente Lula anunciou a disposição de domar o tsunami e transforrmá-lo em marolinha, boa parte da imprensa ironizou a vontade presidencial e tentou transformar em piada a frase.

Lula foi à TV e disse claramente quais os parâmetros dessa postura. As armas do governo seriam usadas para tentar drenar a maré de pessimismo que se levantara. Mas o grande artefato de combate seria a confiança do povo, consumidores e empresários, para contornar as dificuldades. O povo deveria continuar comprando, de forma responsável, dentro das suas possibilidades. Os comerciantes não deveriam reduzir suas expectativas, ao formar estoques e fazer encomendas. A indústria deveria produzir para atender a uma demanda que vinha crescendo e poderia manter sua trajetória. O governo entrou para combater a crise de crédito.

Os grandes bancos retraíram a concessão de crédito, inclusive para os bancos médios e pequenos, operadores de crédito consignado e para o comércio de automóveis, motos e material de construção. Vários desses bancos ficaram na iminência da quebra, o que provocaria um colapso nesses setores.

Lula jogou o Banco do Brasil e a CEF para assegurar que nenhuma instituição quebraria por ausência circustancial de caixa. A compra de carteiras e a redução de compulsórios ajudaram a reverter o pessimismo.
Lula, mostrando o que é liderar uma nação em momento difícil, conseguiu infundir a confiança necessária para ampliar o mercado interno, com redução de impostos e ampliação do crédito.

2009 foi um ano razoável, o PIB foi afetado pela queda da demanda externa, que afetou nossas exportações. Mas a demanda interna compensou esse impacto. Terminamos o ano com mais de um milhão de empregos gerados, apesar da crise mundial.

Em 2010, a confiança de que o governo vai prosseguir na luta pelo crescimento sustentável está sendo o motor da expansão da economia. O IBGE deve anunciar o PIB do País no 1º trimestre teve aumento anualizado superior ao da China, ficando atrás apenas da Índia entre as maiores economias. A confiança de que o Brasil está no rumo certo é que produz esse cenário. Cresce a massa salarial e programas como o Minha Casa, Minha Vida demonstram o compromisso do governo com o desenvolvimento do país.

O crescimento é filho legítimo dessa confiança que Lula e Dilma construíram no Brasil. O país do futuro está viabilizando sua chegada.

Ricardo Berzoini é deputado federal (PT-SP) e foi presidente nacional do PT


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