A meta para o ano todo é de saldo positivo de R$ 71,8 bi e o acumulado até o mês passado já supera 1/3 disso. Também em abril, em receitas, o governo somou R$ 78,5 bi contra R$ 62,5 bi do mês anterior. De janeiro a abril desse ano as receitas líquidas (arrecadação) totalizam R$ 227,9 bi e as despesas governamentais R$ 203,2 bilhões.
As boas notícias das contas do governo são coroadas pelo alentado estudo divulgado essa semana pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) em seu boletim "Conjuntura em Foco ". O trabalho demonstra que o nível de investimento público na economia do país esse ano, em proporção ao PIB, deve ser o maior desde 1995. Na análise dos técnicos do órgão isso ocorre, principalmente, em decorrência das ações adotadas pelo governo em reação à crise econômica internacional que teve seu ápice no 2º semestre de 2008.
A pesquisa revela que os investimentos federais equivaleram a 4,38% do PIB no ano passado; 3,71% em 2008; e 2,93% em 2007. O trabalho possibilita, ainda, uma comparação com dados precisos da evolução das inversões públicas nos anos dos governos FHC e Lula. Entre 1995, ano inicial do primeiro governo FHC, e 1998, último de seu mandato pioneiro, a taxa média de investimento público foi de 3,62% do PIB. O percentual caiu acentuadamente nos quatro anos do segundo período de tucanato (1999-2002) quando baixou para o equivalente a 2,73% do PIB.
Voltou a subir a partir do primeiro ano do governo Lula até atingir a taxa média de 3,68% do PIB entre os anos de 2007 e 2009 - no ano passado (considerado sozinho) ela elevou-se para os 4,38% levantados pelo trabalho. O estudo do IPEA contabiliza como investimento público federal não somente o montante aplicado pela União, mas também as transferências para Estados e municípios destinadas à realização de obras, e os investimentos das empresas estatais (leia análise no post abaixo).
Lula x FHC: mais investimento público agora
Na comparação Lula x FHC, os números provam investimento... Até agora nós falávamos, escrevíamos aqui no blog e fazíamos muito essa comparação entre os governos Lula x FHC (leia post acima) e os números e percentuais desse estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) vêm comprovar o acerto de nossa análise. O trabalho também embute críticas aos governos anteriores ao atual nessa questão de investimento público.
"Esse desempenho (dos dois governos Lula) contrasta com a tradicional reação federal diante de crises internacionais - quando os cortes no orçamento federal eram tidos como instrumentos básicos de ajuste e o investimentos públicos considerados como a rubrica prioritária para a compressão de despesas - e inaugura uma nova fase de postura fiscal antíciclica, apoiada na defesa da produção e do emprego, radicalmente diferente de períodos anteriores", considera o IPEA.
Os dados do IPEA somados aos das contas do governo reforçam as avaliações de organismos internacionais sobre a consistência do crescimento brasileiro e do equilíbrio das contas públicas - superávit e dívida interna - desautorizando as análises catastrofistas dos tucanos e de seus aliados na mídia.
Vejam que os dados sobre o superávit fiscal no quadrimestre só confirmam o crescimento da nossa arrecadação. Uma obviedade dado o crescimento do PIB no 1º primeiro semestre de 2010, mas a a oposição e a imprensa vinham batendo na tecla de que o governo não ia fazer o superávit. E mais, de que a dívida interna estava subindo.
Insistiam nessa cantilena, da mesma forma que agora batem na tecla do déficit da balança de contas correntes e câmbio valorizado, sem considerar que a própria crise européia deve desvalorizar o real e repor os ganhos dos exportadores. Nem que o país tem reservas de US$ 250 bi, baixo endividamento externo e espaço para aumentar as exportações e reduzir as importações, além da entrada de investimentos de fora para suprir o déficit externo.
Proeza tucana: fábrica de vacina fechada
Revoltante o descaso dos governos tucanos com o Butantan...
Simplesmente revoltante o descaso dos governos tucanos em relação ao Butantan, um dos grandes centros científicos e de pesquisas do Brasil, devastado há três semanas por um incêndio. Agora, chegou ao presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Fausto Figueira (PT) e ao líder petista na Casa, deputado Antônio Mentor, uma nova denúncia: a de que o Instituto não produziu nenhuma dose de vacina da gripe até hoje.
É isso mesmo. Ampliações e adaptações ao Instituto, reinauguradas inúmeras vezes pelos governos tucanos que se revezam ha 16 anos no poder em São Paulo, tinham como meta o início da produção das vacinas a partir de 2005. Desde então, nada. Resultado, como bem salientou o deputado Fausto aqui em entrevista a este blog, o Butantan servia apenas como um grande estoque de vacinas compradas a granel do exterior e só envasadas aqui.
Curioso: as últimas instalações para a produção dessas vacinas foram montadas há três anos. E eu li que autoridades responsáveis pelo Butantan consideram normal e dentro do previsto o fato da produção não ter começado ainda...Mas, espera, vocês conhecem ou já ouviram falar de uma fábrica montada e que três anos depois, ainda não começou a funcionar? E que isso é normal?
Eu nunca. Só essa fábrica montada pela administração tucana de José Serra que, depois de três anos e meio como governador é agora o candidato da oposição (PSDB-DEM-PPS) a Presidência da República. Será que é porque não conseguiram privatizá-la, iniciativa de que os tucanos tanto gostam?
Matéria prima para produção de vacinas foi para o lixo
Figueira e Mentor conversaram esta semana com Otávio Mercadante, diretor do Instituto que confirmou que a fábrica de vacinas da gripe comum e H1N1 do Butantan não funciona. Segundo os parlamentares petistas, centenas de milhares de ovos de galinha - base para a fabricação das vacinas - foram simplesmente para as latas de lixo.
E pior, o Butantan tem um contrato de cinco anos que envolve R$ 68 milhões dos governos federal e paulista com a empresa de avicultura Globoaves, responsável pelo fornecimento dos ovos para a produção de vacinas.
Como vocês podem ver, uma prova cabal que não apenas justifica a CPI do Butantan na Assembléia Legislativa, como mostra o desrespeito e a incompetência dos governo tucanos. Ou será que em quase duas décadas de governo em São Paulo, eles não viram a gravidade da situação no Butantan?
Francamente...
Blog do Zé.
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