sábado, 5 de junho de 2010
Os obstáculos servem para nos impulsionar.
O que não conseguimos hoje, conseguiremos amanhã ou depois, o que não podemos é desistir, dos nossos propósitos e nem dos desígnios de Deus a nosso respeito, por causa de nossas dificuldades.
Temos a ajuda de Deus sempre, como vai nos dizer São Paulo:
Tudo posso n'Aquele que me fortalece.
(Fl 4,13).
Vamos confiar em Deus sempre e jamais desanimar.
Luzia Santiago.
Nobel pro Lula.
Participe da campanha para indicação de Lula ao Premio Nobel da Paz:
http://mercadante.com.br/nobelprolula
terça-feira, 1 de junho de 2010
Blog do Planalto.
Terça-feira, 1 de junho de 2010 às 13:56
“Vocês são ‘as caras’!”
O fato de 77% dos 1.592 beneficiários do Bolsa Família que se formaram,nesta terça-feira (1º/6), no curso de construção civil do programa Próximo Passo serem mulheres encheu de orgulho o presidente Lula durante a cerimônia realizada em São Paulo. “Vocês são ‘as caras’!”, afirmou o presidente. “Saio daqui com a imagem de felicidade que estou vendo na cara de cada uma de vocês.”
Lula destacou que a oportunidade de cada brasileiro vai chegar, graças aos avanços do País na economia e na área social, e recomendo a todos os presentes que não parassem de estudar nem “de brigar pelo que vocês acreditam”, dando como exemplo a sua própria história de vida: “Se eu tivesse desistido não teria chegado à Presidência da República”, disse.
Eu acho extraordinário que 80% das pessoas que se formaram sejam mulheres, porque o que isso significa? Significa que a companheira mulher já não se contenta mais em ficar em casa esperando o marido trabalhar e trazer o dinheirinho para casa. Significa que a mulher está conquistando sua independência. Significa que a mulher está entrando no mercado de trabalho de verdade. (…) As mulheres querem trabalhar fora, terem autonomia, independência, não querem ficar dependentes do salário do marido. Hoje as mulheres querem mais do que feijão, querem respeito!
Bolsa Família.
Novos números do Bolsa Família mostram melhorias para as crianças
As crianças e jovens de 0 a 17 anos são os principais beneficiários do Programa Bolsa Família, representando 50,6% deles. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Márcia Lopes, apresentou os dados que fazem parte da nova pesquisa sobre o perfil dos beneficiários do Bolsa Família, nesta segunda-feira (31), em entrevista coletiva. A secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, também participou da entrevista.
Esta é a terceira vez que o Ministério elabora o retrato da população beneficiada pelo programa de transferência de renda do governo federal. O perfil traz informações como escolaridade, cor, condições de habitação e impacto do benefício na renda familiar.
A síntese dos dados é que o Programa conseguiu alterar significativamente o perfil dessas famílias e projeta uma melhoria geracional. Segundo Lúcia Modesto, o impacto maior é nas regiões Norte e Nordeste, onde se concentra o maior número de famílias nas faixa de pobreza e extrema pobreza, mas ela destaca que o retrato da família pobre no Brasil é muito parecido, esteja ela no interior do Nordeste ou na periferia de São Paulo, em termos de insuficiências. “A insuficiência de serviços é muito parecida em todas as regiões”, disse.
Ela admite que apesar das melhorias, o governo ainda tem um grande desafio pela frente. Destaca como avanços a ampliação nas áreas de atendimento à saúde e educação para as crianças e jovens, que são condicionantes do Programa. Os desafios residem nas melhorias na infra-estrutura que avançam lentamente.
Blog do Rizzolo http://rizzolot.wordpress.com/2010/05/31/novos-numeros-do-bolsa-familia-mostram-melhorias-para-as-criancas/
O crescimento é filho da confiança
O crescimento é filho da confiança
Em 2008, quando eclodiu a crise financeira mundial, muitos analistas econômicos previram anos difíceis para a economia brasileira. Quando o presidente Lula anunciou a disposição de domar o tsunami e transforrmá-lo em marolinha, boa parte da imprensa ironizou a vontade presidencial e tentou transformar em piada a frase. Lula foi à TV e disse claramente quais os parâmetros dessa postura. As armas do governo seriam usadas para tentar drenar a maré de pessimismo que se levantara. Mas o grande artefato de combate seria a confiança do povo, consumidores e empresários, para contornar as dificuldades. O povo deveria continuar comprando, de forma responsável, dentro das suas possibilidades. Os comerciantes não deveriam reduzir suas expectativas, ao formar estoques e fazer encomendas. A indústria deveria produzir para atender a uma demanda que vinha crescendo e poderia manter sua trajetória. O governo entrou para combater a crise de crédito. Os grandes bancos retraíram a concessão de crédito, inclusive para os bancos médios e pequenos, operadores de crédito consignado e para o comércio de automóveis, motos e material de construção. Vários desses bancos ficaram na iminência da quebra, o que provocaria um colapso nesses setores. Lula jogou o Banco do Brasil e a CEF para assegurar que nenhuma instituição quebraria por ausência circustancial de caixa. A compra de carteiras e a redução de compulsórios ajudaram a reverter o pessimismo. 2009 foi um ano razoável, o PIB foi afetado pela queda da demanda externa, que afetou nossas exportações. Mas a demanda interna compensou esse impacto. Terminamos o ano com mais de um milhão de empregos gerados, apesar da crise mundial. Em 2010, a confiança de que o governo vai prosseguir na luta pelo crescimento sustentável está sendo o motor da expansão da economia. O IBGE deve anunciar o PIB do País no 1º trimestre teve aumento anualizado superior ao da China, ficando atrás apenas da Índia entre as maiores economias. A confiança de que o Brasil está no rumo certo é que produz esse cenário. Cresce a massa salarial e programas como o Minha Casa, Minha Vida demonstram o compromisso do governo com o desenvolvimento do país. O crescimento é filho legítimo dessa confiança que Lula e Dilma construíram no Brasil. O país do futuro está viabilizando sua chegada. Ricardo Berzoini é deputado federal (PT-SP) e foi presidente nacional do PT
Lula, mostrando o que é liderar uma nação em momento difícil, conseguiu infundir a confiança necessária para ampliar o mercado interno, com redução de impostos e ampliação do crédito.
Tecnologia para Crescer.
Dilma: Inovação tecnológica pode sustentar crescimento da economia brasileira
FOTO: Roberto Stuckert Filho
Os investimentos em inovação tecnológica podem garantir o crescimento sustentado da economia brasileira nos próximos anos. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, avalia que esse é o caminho a ser trilhado pelo país. Nessa trajetória, a Embrapa e a Petrobras desempenham um papel muito importante nas pesquisas e servem de exemplo para outras empresas.
“O Brasil não pode deixar de atuar na área de biotecnologia e nanotecnologia. Do meu ponto de vista essa á a trajetória mais sustentável da economia brasileira”, afirmou Dilma, num fórum promovido hoje pela Revista Exame, em São Paulo.
Junto à inovação, segundo ela, as prioridades para o Brasil devem ser o investimento maciço em educação, o fim da pobreza extrema na próxima década, a manutenção da mobilidade social registrada nos últimos sete anos e as reformas econômicas. Se o país alcançar esses objetivos, deve ser tornar a 5ª maior economia mundial.
“É fato que, entre os [países] emergentes, somos o mais democrático e precisamos garantir que isso se amplie e se aprofunde. Temos que garantir a liberdade de expressão, de imprensa e de organização”, disse.
Dilma apontou os segmentos da economia que mais vão crescer nos próximos anos: petróleo, energia, logística de transporte, construção habitacional e agronegócio. Para o bom desempenho econômico, ressaltou a petista, será necessário aumentar o crédito no país para as empresas terem novas fontes de dinheiro, sobretudo por meio do mercado de capitais (ações na bolsa e títulos) e financiamento dos bancos privados. Hoje, há uma grande dependência dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a pré-candidata do PT, o volume total de crédito no Brasil pode chegar a um valor equivalente a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) de forma sustentável e sem pressões na inflação. Em abril de 2010, o país tinha um nível de crédito de 45,2% do PIB, correspondente a R$ 1,468 trilhão de empréstimos.
O reflexo do crescimento sustentado é a ascensão de renda. “Hoje, 70% da população pertencem às classes A, B e C”, disse ela, acrescentando: “Para chegar nisso [ser a 5ª maior economia do mundo] precisamos manter um patamar mínimo de classe média no Brasil. Aí, talvez seja [necessário] mais de uma década. Mas, o compromisso de erradicar a pobreza começa em 2011”.
A contrapartida para o avanço econômico está na melhoria da área social, principalmente nas salas de aula. Dilma defendeu a necessidade de garantir Educação de qualidade para os jovens. É preciso, segundo ela, dar atenção para as crianças de até 5 anos, construindo creches para que elas entrem no ensino fundamental mais preparadas.
“Um país tem que ser avaliado pelo nível de proteção que dá aos jovens e as crianças. No caso especifico das crianças de 0 a 5 anos, elas têm melhores condições na formação efetiva quando tem ensino desde cedo”, disse.
Fonte Dilmanaweb.com.br
Postado por Luis FavreBlog do Saraiva.
Cidade de Deus Atual.
Lula na Cidade de Deus: do filme à outra realidade
A Cidade de Deus é a localidade onde se passa a história do premiado filme de Fernando Meireles, baseado no livro do escritor Paulo Lins, um filho do bairro, que cresceu vendo os casos narradas no filme.
Surgido como conjunto habitacional, na política higienista da remoção das favelas centrais do Rio de Janeiro para locais afastados, no governo udenista de Carlos Lacerda (um antecessor dos demo-tucanos), pouco a pouco foi sendo dominado pela criminalidade do tráfico.
Agora a Cidade de Deus começa a se ver livre do estigma do crime, com a chegada de investimentos do Estado. Além da UPA, a Cidade de Deus já recebeu investimentos em segurança pública, através dos programas federais Territórios da Paz/PRONASCI e estaduais das UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), internet sem-fio grátis para os moradores, além do incremento da educação, com a abertura de 26 novos cursos profissionalizantes no Centro Vocacional Tecnológico (CVT), da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).
Lula compara jeito de governar com antigo prefeito demo-tucano Cesar Maia
O presidente Lula disse que o governo será criticado por fazer obras para pessoas de baixa renda:
- Certamente, alguém vai olhar e vai dizer: Esse Sérgio Cabral [governador], esse Lula e esse Eduardo Paes [prefeito] são uns babacas, porque em vez de gastar dinheiro fazendo um centro de música fino, para rico, fica fazendo elevador para pobre. Pobre tem mais é que engrossar a canela, andar, amassar barro... a gente vai inaugurar um teleférico no Complexo do Alemão. Vai inaugurar, para quê? Para que a mulher que vem com uma compra, que vem do trabalho, ela possa chegar em casa em pouco tempo, não tenha que ficar subindo pirambeira para lá ou para cá.
Ao referir-se ao centro de música fina, o Presidente Lula criticou, sem citar o nome, o ex-prefeito Cesar Maia (DEMos/RJ), que construiu um "elefante branco" chamado "Cidade da Música". Obra faraônica e superfaturada, já custou R$ 500 milhões e ainda faltam mais de R$ 100 milhões para acabar. Além do alto custo, a prioridade de construir uma nova casa de ópera e música clássica sempre foi questionável, pois o Rio de Janeiro já tem um excelente Teatro Municipal, além da Sala Cecília Meireles, e ainda tem a Escola Nacional de Música da Universidade Federal.
O ex-prefeito do DEMo está sendo processado pelo Ministério Público por improbidade administrativa, por causa desta obra.
MV Bill diz que comunidade comemora não só a UPA, mas o conjunto da Obra
O rapeiro engajado MV Bill, também presidente da Central Única das Favelas (CUFA), nascido e criado na Cidade de Deus, estava lá com o presidente Lula na inauguração da UPA.
Ele diz que a comunidade tem que comemorar não só a UPA, mas as melhorias que todo o bairro vem recebendo, incluindo os programas sociais que trouxeram cidadania.
Empresários e banqueiros, eles querem. Os trabalhadores não...
Uma nota foi publicada no Valor Econômico, com o título de "Empresário aprova Lula, mas vota Serra", e mostra uma enquete realizada pelo jornal sobre a preferência dos empresários brasileiros na próxima eleiçõa presidencial:
"Os negócios de todos os 142 empresários e executivos que participaram de enquete feita na terça-feira, durante a entrega do prêmio "Executivo de Valor", cresceram de forma significativa nos últimos oito anos. A maioria, no entanto, pretende votar na oposição na eleição presidencial de outubro. O ex-governador José Serra (PSDB) recebeu 111 votos (78%) e a ex-ministra Dilma Rousseff, 13 votos (9%). A senadora Marina Silva (PV/AC) foi votada por oito entrevistados e o deputado Ciro Gomes (PSB/CE), por um."
Em trecho da matéria, republicada no site do Diap vemos o porque:
"Serra, o candidato do PSDB não é o candidato dos empresários apenas por simpatia, mas, sobretudo pelo programa tucano - privatista, que corta despesas com programas sociais. Por estas características, se apresenta, ainda que não queira, como o candidato dos ricos, como o foi em 2002."
Interessante foi ver alguns comentários de leitores sobre a matéria no referido site e acabei por selecionar dois deles, pois são pertinentes e refletem muito do que penso sobre essa enquete:
"Esses Empresários não estão com nada...Cambada de sangue-sugas, estão loucos que o Serra ganhe para voltar a poca vergonha Nacional onde uma minoria goze de todas as regalias e o pobre cada vez mais miseravel. Só que estamos em novos tempos e o povo não é bobo e quer a continuidade de uma vida com mais dignidade, mais educação, mais moradias decentes, mais emprego digno, mais geladeiras cheias, viajar pelo mundo...E isso podemos dizer com orgulho foi o Presidente Lula que abriu esses caminhos a duras penas.... nem divída com o FMI temos desde de seu primeiro mandato vem governando o Brasil como nenhum presidente das elites governou...Basta ver os Prêmios e o reconhecimento do mundo inteiro,com um dos mais importantes Político e Lider do Mundo.. Lula é um ser tão abençoado que teve uma sensibilidade para indicar uma Mulher para ser sua sucessora...Dilma...Dilma..Poderosa..Capaz..Vencedora..Esses Epresários deveriam se render e ajudar assumindo projetos Sociais para que todos tenham seus direitos Respeitados...Se eles não quiserem abrir os olhos azar deles Engoliram o Lula e vam ter que engolir uma mulher pondo ordem na Casa...e viva nós o povo Brasileiro...poque nós PODEMOS..." (Maria Aparecida de Lima)
"Esquecem esses empresários que criticam os tais "gastos públicos", na verdade são gastos para atender justamente os interesses deles mesmos, por meio de financiamentos subsidiados, prazos a perder de vista e por aí a fora!
Os privateiros de plantão estão esfregando as mãos com a possibilidade, em minha opinião, bem remota, dos privateiros da social privataria brasileira (psdb, demos etc) retornarem ao poder.
Não vêem a hora de meter a mão no que ainda resta de estatal e que podem levar de graça e ainda recebendo dinheiro a mais, conforme ocorreu em tempos recentes. Como seria a política de crédito no Brasil, durante a crise gerada pelos tais neoliberais, se não fossem os Bancos Públicos? Para quanto teria subido o preço da gasolina, entre outros, quando o barril de petróleo bateu na casa dos 190 dólares, se a Petrobrás já tivesse em mãos inescrupulosas como as que mantêm os serviços (péssimos) de telefonia, por exemplo? Não gosto muito do governo Lula, entretanto, comparado com os bicos grandes, chega ser angelical. Fora Serra e seus demos!" (Nelson)
Vê-se claramente que José Serra é o candidato preferido das elites porque faz parte da "filsofia" do PSDB, DEM e cia., sempre governarem para uma minoria que detêm o poder econômico no país. Faz parte da biografia de José Serra, esta forma de governar privilegiando quem tem mais em detrimento das classe trabalhadora.
E não podemos deixar cair no esquecimento que, outra pesquisa realizada em dezembro de 2009 pela consultoria MCM em São Paulo (fundada por Maílson da Nóbrega) mostrou que 73% de seus 154 clientes (do mercado financeiro) apoiam Serra como presidente, contra apenas 5% por cento para Dilma.
Resumindo: José Serra não é só o "preferido" dos empresários. Mais também dos banqueiros, latifundiários, dos barões da mídia, dos barões das concessionárias de pedágios...
Enfim, a luta do povão, da classe trabalhadora, estudantes e todos aqueles que sonham com um Brasil mais justo e igualitário é resumida num fato: Dilma, a candidata do povo x José Serra o candidato das elites.
Blog da Tribuna.
G O VE R N O L U L A:
GOVERNO LULA:IBGE: indústria atinge nível recorde em março de 2010
RIO - O economista da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo, disse que com a revisão dos dados da produção industrial de março de 2010, aquele mês mostrou um patamar de produção 0,5% acima de setembro de 2008, registrando um novo patamar recorde de produção do setor. O recorde anterior havia sido apurado em setembro de 2008, último mês antes dos efeitos nocivos da crise sobre o setor industrial.
Em abril, com a queda na produção da indústria ante o mês anterior, o patamar de produção recuou um pouco e esteve 0,2% abaixo de setembro de 2008. Segundo Macedo, como a queda é muito pequena, a avaliação é de patamar estável em abril deste ano ante aquele período. O IBGE divulgou hoje uma revisão no resultado da produção industrial de março ante fevereiro, de 2,8% apresentados anteriormente para 3,4%, por causa de retificação de informações sobre a categoria de bens de capital (máquinas e equipamentos).
Doze meses
A produção industrial registrou, no indicador em 12 meses em abril (2,3%), o primeiro aumento apurado pelo IBGE desde janeiro de 2009, segundo destacou Macedo. De acordo com ele, essa é mais uma evidência de que a indústria prossegue em processo de recuperação e 18 das 27 atividades pesquisadas já mostram resultados positivos nessa comparação.
"A recuperação, que já vinha sendo observada, vai se espalhando por todas as atividades", disse. Macedo destacou também que o aumento de 18,0% apurado na produção no primeiro quadrimestre de 2010 ante igual período do ano passado representa a maior alta, nessa base de comparação, da série histórica iniciada em 1991.
GOVERNO LULA: Petrobrás contrata plataforma para o piloto de Tupi Nordeste
Agência Estado
SÃO PAULO - A Petrobrás informa ter assinado carta de intenção com a SBM Offshore e a Queiroz Galvão Óleo e Gás para a construção da plataforma do tipo FPSO que irá operar o segundo projeto piloto na área de Tupi, na região do pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobrás é a operadora do consórcio responsável pelo desenvolvimento do bloco BM-S-11.
O FPSO será instalado na área de Tupi Nordeste, localizado a 265 quilômetros da costa e em lâmina d'água de 2.130 metros, a 18 quilômetros do poço descobridor de Tupi. A plataforma terá capacidade de produção de 120.000 barris por dia (bpd) de óleo leve e 5 milhões de m3/dia de gás, e será operada pelas empresas responsáveis pela construção e afretada ao consórcio pelo período de 20 anos.
O bloco BM-S-11 é operado pela Petrobrás (65%), em parceria com a BG E&P do Brasil (25%) e a Petrogal Brasil/Galp Energia (10%). O cronograma do projeto prevê a entrega do FPSO após 34 meses da assinatura da carta de intenção. Os contratos serão assinados nos próximos dias.
Respeito ao Passado
“Uma grande nação jamais poderá esquecer seus velhos.” Esta antiga frase, que há muito ouvimos, na realidade contrapõe-se à visão mercadológica apregoada pela mídia, que, de forma geral, sempre tentou impor a versão de que o novo, o jovem, é o modelo ideal a ser seguido, e que o velho, ou ultrapassado, deve ser descartado. Na seara do trabalho, no que diz respeito às oportunidades de crescimento pessoal, a figura do mais idoso denota certa fragilidade, e cada vez mais idosos entram num processo de baixa autoestima, quando poderiam continuar dando sua contribuição à sociedade.
É verdade que no Brasil houve grandes avanços em relação aos direitos dos idosos, mas ainda há muito que se fazer. Hoje, o país tem 14,5 milhões de idosos – ou 8,6% da população total –, segundo informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento.
Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%. O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, decorrente do avanço no campo da saúde e da redução da taxa de natalidade. Além dos mecanismos já existentes de proteção aos idosos, precisamos implementar políticas de sustentação desse segmento da sociedade que já deu o seu quinhão de colaboração ao país, segmento esse que ainda vive às tormentas de uma sociedade baseada na produção e na associação entre a figura do jovem como sendo o produtivo e do idoso como colocado em posição de descarte.
Foi com base nesse pensamento que o presidente Lula sancionou a lei que institui o Fundo Nacional do Idoso (FNI). A mesma legislação também autoriza deduzir do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas as doações feitas aos fundos municipal, estadual e nacional do idoso. Este fundo visa financiar os programas e as ações relacionados ao idoso, para assegurar os direitos sociais. Na realidade, o fundo pretende criar condições que promovam autonomia, integração e participação efetiva do idoso na sociedade. Os recursos serão usados de acordo com o que diz o artigo 115 do Estatuto do Idoso: “O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social, até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado, os recursos necessários, em cada exercício financeiro, para aplicação em programas e ações relativos ao idoso”.
Programas de proteção aos direitos do idoso vão muito além dos recursos financeiros que o Estado deve prover. Devemos nos fixar numa política de divulgação entre os jovens, baseada nos conceitos de respeito e carinho aos mais velhos. É bom lembrar que infelizmente hoje não existe mais o respeito, a consideração que outrora existia às gerações passadas. Estimular uma educação nos moldes de alguns países asiáticos como o Japão, onde o predomínio pelo cuidado e zelo ao idoso surge já infância, pavimentará uma real política em relação aos velhos do futuro, que finalmente terão um final de vida digno, jamais esquecido pela nação brasileira.
Fernando Rizzolo, advogado, pós-graduado em Direito Processual, mestrando em Direito Constitucional, Prof. do Curso de Pós Graduação em Direito da Universidade Paulista (UNIP). Participa como coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo, é membro efetivo da Comissão de Direito Humanos da OAB/SP, foi articulista colaborador da Agência Estado, e editor do Blog do Rizzolo http://www.blogdorizzolo.com.br
A formatura está marcada para esta terça-feira, a partir das 12h, no Clube Atlético Juventus da capital paulista, com as participações do presidente Lula e dos ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi
Bruno Spada/MDS
Os cursos têm duração média de 200 horas, divididas entre teoria e prática, no setor da construção civilMais 1.592 beneficiários do Programa Bolsa Família receberão diplomas de qualificação profissional. Os formandos, de sete cidades de São Paulo, tiveram a oportunidade de receber qualificação para o mercado de trabalho por meio do programa Próximo Passo, uma ação do Governo Federal articulada com entidades sem fins lucrativos (executoras dos cursos de qualificação), governos estaduais e municipais, empresários e trabalhadores. A formatura está marcada para terça-feira (01/06), a partir das 12h, no Clube Atlético Juventus - Rua Comendador Roberto Ugoline, Parque da Moóca, em São Paulo (SP). Participam da solenidade o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, além de autoridades federais, estaduais e municipais.
Os cursos têm duração média de 200 horas, divididas entre teoria e prática, no setor da construção civil. Os conhecimentos adquiridos podem mudar a vida de milhares de famílias brasileiras, já que os beneficiários se tornam aptos a trabalhar nos segmentos para os quais receberam qualificação. Como ato simbólico, empresas locais farão a assinatura de carteiras de trabalho de alunos.
Os formandos vêm das cidades de São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Itanhaném, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.
Além de São Paulo, no setor da construção civil, o programa de qualificação beneficia famílias nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Distrito Federal, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Também são oferecidos cursos em Vitória, Goiânia, Palmas, São Luís, Aracaju, Maceió e Campo Grande. No setor de turismo são atendidos beneficiários de 22 capitais brasileiras.
Bolsa Família - O Bolsa Família é um programa de transferência de renda criado em 2003, que atende 12,4 milhões de famílias pobres em todos os municípios brasileiros. O Bolsa Família tem como objetivos: transferir renda diretamente às famílias pobres e extremamente pobres para alívio imediato da pobreza; promover o acesso dessas famílias aos serviços de educação, saúde e assistência social, contribuindo para a ruptura do ciclo da pobreza entre gerações; e proporcionar oportunidades para as famílias beneficiárias, articuladas com outras políticas públicas.
Próximo Passo - O Programa Próximo Passo é uma política pública de qualificação profissional realizada pelo Governo Federal ― por meio dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Turismo (MTur) ― em conjunto com empresários e trabalhadores. O objetivo é capacitar e inserir os beneficiários do programa Bolsa Família em postos de trabalho gerados na construção civil e no turismo. O programa é parte de processo de inclusão social que proporciona cidadania por meio da qualificação profissional de brasileiros que vivem em situação pobreza. O Próximo Passo busca o desenvolvimento e a inclusão social pelo trabalho, criando oportunidades concretas de colocação de trabalhadores no mercado formal.
Total de Vagas : 172.973
Construção civil: 147.057 vagas; sendo 33.580 no estado de São Paulo.
Cursos: pedreiro, pintor, encanador, eletricista, mestre de obras.
Cidades: 249 municípios nas regiões Metropolitanas de Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Distrito Federal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Santos, Curitiba e Porto Alegre; e nas capitais Vitória, Goiânia, Palmas, São Luís, Aracaju, Maceió e Campo Grande.
Turismo: 25.916 vagas; 6.766 no Estado de São Paulo
Tipos de cursos: garçom, cozinheiro, padeiro, barman, mensageiro, camareiro, atendente de agência de viagens, auxiliar de eventos. Cidades: 22 capitais.
SERVIÇO
Formatura do programa Próximo Passo em São Paulo (SP) – Participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Carlos Lupi (Trabalho)
Data: 01 de junho de 2010 (terça-feira)
Horário: A partir das 12h
Local: Clube Atlético Juventus - Rua Comendador Roberto Ugoline, Parque da Moóca, em São Paulo (SP).
Informações para a imprensa
Arthur Rosa (61) 3317-5640 / 9155-2893 - ASCOM / MTE
Governo Lula vai dar Bolsa Família para 46 mil moradores de rua
BRASÍLIA - O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome vai começar a distribuir o Bolsa Família para 46.078 moradores de rua identificados nas cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. Com base em levantamento feito pelo IBGE, cerca de 300 mil bolsas serão destinadas a eles e a quilombolas, ribeirinhos e indígenas. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome já atende a população de rua em um programa piloto em Belo Horizonte. A ideia do governo é atacar esses "bolsões de pobreza" agora de forma mais consistente. Hoje, 14,3 milhões de famílias (49 milhões de pessoas) recebem Bolsa Família.
- Há uma preocupação com o cadastramento para que possamos acompanhá-los. Muitos casos também têm que ser atendidos pelo serviço de saúde, por estarem associados à dependência química e a transtornos mentais - disse a ministra Márcia Lopes.
As contrapartidas valerão para todos. Em caso de famílias com crianças, elas têm que ser assíduas na escola e ter acompanhamento médico. Grávidas são obrigadas a fazer o pré-natal. Para cada criança na escola, o benefício é ampliado. O beneficiário também pode ser sozinho. Neste caso, ganha a renda básica de R$ 68 mensais.
Mais acesso a serviços e menos analfabetismo
Nesta segunda-feira, o ministério informou que houve uma melhora no acesso dos participantes do programa a saneamento e abastecimento de água. Em setembro do ano passado, 65,7% dos beneficiários contavam com água encanada e 54,2%, com rede de esgoto ou fossa séptica. Em 2005, esses percentuais eram de 63,7% e 50,6%, respectivamente. Ainda assim, se comparada à cobertura média no país, o atendimento ainda é baixo.
A baixa escolaridade também é regra entre os receptores do benefício do governo. Ao todo, 82,1% dos beneficiários ou são analfabetos ou não concluíram o ensino fundamental. Enquanto entre os atendidos pelo Bolsa Família a taxa de analfabetismo chega a 16,7%, no Brasil é de 9%. Entre 2007 e 2009, no entanto, o número de responsáveis pela família que não sabiam ler caiu de 17,3% para 13,1%. Também houve aumento no número de beneficiários que procuraram se matricular no ensino médio para retomar seus estudos de 13,2% para 17,6%.
A renda dos beneficiários também aumentou, em média, de R$ 48,69 por pessoa da família (antes de começar a receber a bolsa) para R$ 72,42. São famílias que saíram da extrema pobreza (R$ 70 por pessoa da família), mas permanecem pobres (R$ 140 por pessoa da família).
No front econômico: os bons dados e análises
A meta para o ano todo é de saldo positivo de R$ 71,8 bi e o acumulado até o mês passado já supera 1/3 disso. Também em abril, em receitas, o governo somou R$ 78,5 bi contra R$ 62,5 bi do mês anterior. De janeiro a abril desse ano as receitas líquidas (arrecadação) totalizam R$ 227,9 bi e as despesas governamentais R$ 203,2 bilhões.
As boas notícias das contas do governo são coroadas pelo alentado estudo divulgado essa semana pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) em seu boletim "Conjuntura em Foco ". O trabalho demonstra que o nível de investimento público na economia do país esse ano, em proporção ao PIB, deve ser o maior desde 1995. Na análise dos técnicos do órgão isso ocorre, principalmente, em decorrência das ações adotadas pelo governo em reação à crise econômica internacional que teve seu ápice no 2º semestre de 2008.
A pesquisa revela que os investimentos federais equivaleram a 4,38% do PIB no ano passado; 3,71% em 2008; e 2,93% em 2007. O trabalho possibilita, ainda, uma comparação com dados precisos da evolução das inversões públicas nos anos dos governos FHC e Lula. Entre 1995, ano inicial do primeiro governo FHC, e 1998, último de seu mandato pioneiro, a taxa média de investimento público foi de 3,62% do PIB. O percentual caiu acentuadamente nos quatro anos do segundo período de tucanato (1999-2002) quando baixou para o equivalente a 2,73% do PIB.
Voltou a subir a partir do primeiro ano do governo Lula até atingir a taxa média de 3,68% do PIB entre os anos de 2007 e 2009 - no ano passado (considerado sozinho) ela elevou-se para os 4,38% levantados pelo trabalho. O estudo do IPEA contabiliza como investimento público federal não somente o montante aplicado pela União, mas também as transferências para Estados e municípios destinadas à realização de obras, e os investimentos das empresas estatais (leia análise no post abaixo).
Lula x FHC: mais investimento público agora
Na comparação Lula x FHC, os números provam investimento... Até agora nós falávamos, escrevíamos aqui no blog e fazíamos muito essa comparação entre os governos Lula x FHC (leia post acima) e os números e percentuais desse estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) vêm comprovar o acerto de nossa análise. O trabalho também embute críticas aos governos anteriores ao atual nessa questão de investimento público.
"Esse desempenho (dos dois governos Lula) contrasta com a tradicional reação federal diante de crises internacionais - quando os cortes no orçamento federal eram tidos como instrumentos básicos de ajuste e o investimentos públicos considerados como a rubrica prioritária para a compressão de despesas - e inaugura uma nova fase de postura fiscal antíciclica, apoiada na defesa da produção e do emprego, radicalmente diferente de períodos anteriores", considera o IPEA.
Os dados do IPEA somados aos das contas do governo reforçam as avaliações de organismos internacionais sobre a consistência do crescimento brasileiro e do equilíbrio das contas públicas - superávit e dívida interna - desautorizando as análises catastrofistas dos tucanos e de seus aliados na mídia.
Vejam que os dados sobre o superávit fiscal no quadrimestre só confirmam o crescimento da nossa arrecadação. Uma obviedade dado o crescimento do PIB no 1º primeiro semestre de 2010, mas a a oposição e a imprensa vinham batendo na tecla de que o governo não ia fazer o superávit. E mais, de que a dívida interna estava subindo.
Insistiam nessa cantilena, da mesma forma que agora batem na tecla do déficit da balança de contas correntes e câmbio valorizado, sem considerar que a própria crise européia deve desvalorizar o real e repor os ganhos dos exportadores. Nem que o país tem reservas de US$ 250 bi, baixo endividamento externo e espaço para aumentar as exportações e reduzir as importações, além da entrada de investimentos de fora para suprir o déficit externo.
Proeza tucana: fábrica de vacina fechada
Revoltante o descaso dos governos tucanos com o Butantan...
Simplesmente revoltante o descaso dos governos tucanos em relação ao Butantan, um dos grandes centros científicos e de pesquisas do Brasil, devastado há três semanas por um incêndio. Agora, chegou ao presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Fausto Figueira (PT) e ao líder petista na Casa, deputado Antônio Mentor, uma nova denúncia: a de que o Instituto não produziu nenhuma dose de vacina da gripe até hoje.
É isso mesmo. Ampliações e adaptações ao Instituto, reinauguradas inúmeras vezes pelos governos tucanos que se revezam ha 16 anos no poder em São Paulo, tinham como meta o início da produção das vacinas a partir de 2005. Desde então, nada. Resultado, como bem salientou o deputado Fausto aqui em entrevista a este blog, o Butantan servia apenas como um grande estoque de vacinas compradas a granel do exterior e só envasadas aqui.
Curioso: as últimas instalações para a produção dessas vacinas foram montadas há três anos. E eu li que autoridades responsáveis pelo Butantan consideram normal e dentro do previsto o fato da produção não ter começado ainda...Mas, espera, vocês conhecem ou já ouviram falar de uma fábrica montada e que três anos depois, ainda não começou a funcionar? E que isso é normal?
Eu nunca. Só essa fábrica montada pela administração tucana de José Serra que, depois de três anos e meio como governador é agora o candidato da oposição (PSDB-DEM-PPS) a Presidência da República. Será que é porque não conseguiram privatizá-la, iniciativa de que os tucanos tanto gostam?
Matéria prima para produção de vacinas foi para o lixo
Figueira e Mentor conversaram esta semana com Otávio Mercadante, diretor do Instituto que confirmou que a fábrica de vacinas da gripe comum e H1N1 do Butantan não funciona. Segundo os parlamentares petistas, centenas de milhares de ovos de galinha - base para a fabricação das vacinas - foram simplesmente para as latas de lixo.
E pior, o Butantan tem um contrato de cinco anos que envolve R$ 68 milhões dos governos federal e paulista com a empresa de avicultura Globoaves, responsável pelo fornecimento dos ovos para a produção de vacinas.
Como vocês podem ver, uma prova cabal que não apenas justifica a CPI do Butantan na Assembléia Legislativa, como mostra o desrespeito e a incompetência dos governo tucanos. Ou será que em quase duas décadas de governo em São Paulo, eles não viram a gravidade da situação no Butantan?
Francamente...
Blog do Zé.
CEPAL recomenda programas de distribuição de renda na América Latina.
De acordo com o documento “A Hora da Igualdade. Brechas a fechar, caminhos por abrir”, os países latino-americanos e caribenhos devem garantir benefício de renda básica para famílias com menores de 14 anos, maiores de 65 e com pessoas desempregadas. O documento aponta o Estado como agente para diminuir a diferença entre pobres e ricos e garantir os direitos dos povos. “No âmbito político, o Estado tem um papel preponderante, ao qual não pode renunciar. Trata-se de velar por mais democracia e mais igualdade, duas caras da moeda política.
“Antes tínhamos o Estado gastando nos bons tempos e economizando nas crises. Foi um erro. O Estado, como regulador, é aquele que poupa em tempos de alta atividade econômica e atua como ativador da economia quando a iniciativa privada não é capaz de dar res - postas de forma eficiente”, explicou o coordenador da Divisão de Desenvolvimento Social da Cepal, Fernando
Filgueira.
Representantes de 53 países participam do encontro da Cepal que discute o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região e fixa prioridades para os próximos dois anos.Brasília Confidencial.
Dilma afirma que pré-sal é "passaporte para o futuro".
Aproximando-se do discurso da pré-candidata do PV, Marina Silva, afirmou que as potencias renováveis são um diferencial brasileiro em relação a outros países.
- A energia hidrelétrica é mais barata e tem o bicombustível, crucial para o Brasil se tornar um país sustentável.
Dilma chegou por volta das 12 horas, acompanhada de petistas, como o pré-candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, a pré-candidata ao Senado, Marta Suplicy, e de um dos coordenadores de sua pré-campanha presidencial, e ex-ministro Antonio Palocci. O tucano José Serra também deve participar do evento na tarde de hoje.
Em seu discurso, Dilma lembrou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou da miséria "em torno de 24 milhões de brasileiros", mas que outros 54 milhões ainda precisam sair desta condição.
- É absolutamente necessário elevar o padrão dos brasileiros de baixa renda intensificando um processo que é a volta da mobilidade social, como na década de 70 [...] Hoje 70% dos brasileiros são das classes A, B e C.
A pré-candidata do PT destacou que a educação deve ser prioridade nesse período, afastando os jovens das drogas e do crime organizado. Dilma defendeu a política econômica adotada pelo governo Lula, como equilíbrio fiscal com meta de superávit primário e câmbio flutuante.
Governo: Taxa de Extrema Pobreza cai a 4,8% com Bolsa Família.
De acordo com a pesquisa, os benefícios aumentam a renda familiar por integrante, de R$ 48,69 para R$ 72,42. Um decreto publicado em julho do ano passado determinou como valor que caracteriza a situação de extrema pobreza R$ 70, enquanto a situação de pobreza seria caracterizada por renda per capita de R$ 140.
"O valor do benefício é insuficiente para retirar da condição de pobreza, mas é importante dizer que o sentido do programa é de complementação de renda, não de substituição", disse a secretária nacional de Renda de Cidadania do ministério, Lúcia Modesto. Segundo ela, um dos objetivos é transferir as famílias da situação de extrema pobreza para pobreza.
A ministra Márcia Lopes ressaltou também a busca por criação de novas fontes de renda pelas famílias e a movimentação do comércio e dos serviços como benefícios gerados pelos programas sociais do governo.
O aumento da renda familiar per capita é diferente em cada região do País. Na região Norte, a renda passa de R$ 41,65 para R$ 66,21 com o benefício. No Nordeste, de R$ 40,07 para R$ 65,29. No Sudeste, a renda per capita passa de R$ 60,47 para R$ 82,27; no Centro-Oeste, vai de R$ 62,57 para R$ 84,22, e no Sul, vai de R$ 64,01 para R$ 85,07.
Atualmente, o valor máximo a ser recebido por cada família é de R$ 200, contra os R$ 95 que eram concedidos na época da implementação do programa, em 2003. Segundo levantamento realizado em outubro do ano passado, 12,4 milhões de famílias eram atendidas pelo programa. A expectativa do ministério de Desenvolvimento Social é chegar a 12,7 milhões até o mês que vem. A meta é atender 12,9 milhões de famílias.
A diferença de 200 mil famílias que ainda podem ser incluídas no programa corresponde a indígenas, quilombolas, ribeirinhos, população de rua. Essa população está sendo identificada pela pasta para que o benefício possa ser concedido.
Sobre o perfil dos beneficiários, a pesquisa apontou que 16,7% dos que recebem o Bolsa Família são analfabetos. Em todo o Brasil, a taxa é de 10%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro do ano passado. Por região, a taxa é maior no Nordeste - 21,6% dos beneficiários são analfabetos. O menor índice é registrado no Sul, com 9,2%.
Desde a criação do Bolsa Família, 4 milhões de famílias deixaram de ser beneficiadas pelo programa, por deixarem de atender os critérios, como frequência escolar, vacinação de crianças, ou ainda por terem aumentado a renda e não precisarem mais do benefício. Terra.
O Plano B da Direita.
Foi sintomática a preocupação dos leitores com matéria de pregação golpista publicada no sábado no blog do Josias de Souza – aquele que publicou foto de Marta Suplicy e Dilma Rousseff sob legenda contendo as palavras “vadias” e “vagabundas”. O post contém “entrevista” com Marco Aurélio Mello, primo de Fernando Collor de Mello, indicado por este para a Suprema Corte. Mello, em 2000, soltou o banqueiro Salvatore Cacciola, que fugiu do Brasil no mesmo dia em que recebeu o habeas-corpus.
Em síntese, esse juiz, ao melhor estilo Gilmar Mendes de ser, costuma antecipar, em “entrevistas”, decisões que pode tomar. Como Mendes, tornou-se uma espécie de “conselheiro jurídico” dos partidos de direita ora na oposição. Neste caso, sugeriu a eles que representem contra Dilma na Justiça Eleitoral pedindo a cassação de sua candidatura por conta do programa do PT no último dia 13 de maio, em que o partido fez campanha para ela.
Desde então, Globo, Folha, Estadão e Veja vêm batendo nesta tecla, sobretudo desde que saíram as pesquisas Vox Populi e Sensus. Mas a idéia desse plano B para a direita colocar novamente um despachante no governo do país ganhou força com a divulgação da pesquisa Datafolha, que, sob o olhar da Polícia Federal, teve que se render aos institutos de pesquisa que a Folha de São Paulo tentou desmoralizar quando mostraram a força da candidata petista.
Não tenho a menor dúvida de que, conforme for caindo a ficha da direita brasileira de que um governo tão bem avaliado quanto o de Lula dificilmente deixará de fazer seu sucessor, essa idéia para tentar eleger José Serra sem ser pela via eleitoral ganhará força. Contudo, há alguns entraves a tal idéia os quais, obviamente, serão desprezados quando o desespero eleitoral tucano-midiático aumentar diante da perspectiva de mais quatro anos fora do poder.
São vários os entraves ao plano B destro. Pesa contra Serra, por exemplo, praticamente o mesmo que contra Dilma. Além de campanha eleitoral antecipada e abuso de poder que o candidato conservador praticou ao aparecer em programas de outros partidos em outros Estados e até em São Paulo, ele também usou a companhia de saneamento básico paulista, a Sabesp, para fazer propaganda de seu governo por todo Brasil.
Enquanto a direita serrista não decide se embarca ou não nessa imprevisível aventura, a mídia fica batendo na tecla de que Lula e Dilma estariam cometendo “crime” ao fazerem proselitismo político “antecipado”. Como se vê, Globo e companhia já pensam em imprimir na memória popular uma justificativa para uma eventual medida judicial pedindo a cassação da candidata à qual se opõem.
No sábado, na Globo News, a jornalista Cristiana Lobo falava abertamente nisso, mas considerando que a chance de sucesso de tal medida (tentar cassar Dilma caso ela se eleja, ou até mesmo antes) seria pequena porque Lula, com sua popularidade imensa, “jogaria o país contra o Judiciário”. Não foi dita uma só palavra sobre a campanha antecipada de Serra, claro.
Mas os principais entraves a uma medida desesperada como essa ainda não foram mencionados. São eles a repercussão de um discurso desses – sobre cassar a candidata de Lula – entre o eleitorado e o medo do empresariado, que financia os partidos de direita, dos prejuízos que teria com a onda de greves que sobreviria e com o repúdio da comunidade internacional, que pode descambar até para pesadas sanções comerciais e econômicas contra o Brasil se sua direita tentar eleger seu candidato por via não-eleitoral.
E é entre o eleitorado que talvez esteja o principal problema desse recurso ao terceiro turno. Pegaria muito mal. Denotaria que Serra acha que não terá votos e que, por isso, tenta ganhar no tapetão. E como não dá para ter certeza de que a Justiça Eleitoral seria capaz de contrariar a vontade da maioria dos brasileiros, ficar falando em cassação de candidatura por conta de uma infração que todos estão cometendo só servirá para aumentar a percepção de inevitabilidade da vitória de Dilma.
Contudo, não podemos nos esquecer de que a paranóica direita brasileira está perdendo o sono ante a possibilidade de ser eleita presidente uma mulher que essa facção política prendeu e torturou por três anos, de forma que os preparativos de movimentos sociais, de sindicatos, enfim, da sociedade civil devem ir sendo feitos, pois, de uma vez que fique materializada a inevitabilidade da eleição de Dilma, tenho poucas dúvidas de que Serra tentará o tapetão.
Cidadania.com
Noblat e Hippolito: “Os fukuyamas tucanos”
Reproduzo artigo do sociólogo Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:
“O governo Lula, que tomou posse em 2003, acabou antes da hora”.
“O governo Lula acabou.”
As duas afirmações foram feitas no delírio que tomou conta de grande parte da imprensa tucana em 2005, o que levou a muitos espasmos de ejaculação precoce. A primeira, de um livro de uma empregada da empresa familiar dos Marinhos, a nunca suficientemente sóbria Lucia Hippolito.
Publicada no auge do que acreditavam seria a crise terminal do governo Lula, no livro “Por dentro do governo Lula”, sugerindo que a perspicaz personagem tinha captado as entranhas do governo, pela sua suposta formação de historiadora. O subtítulo reitera esse olhar privilegiado – “Anotações num Diário de Bordo”, o que pode explicar a pouca sobriedade, provocada pelo vai e vem da viagem.
A segunda afirmação foi feita por um amiguinho, dando uma força para a coleguinha, tomando euforicamente como um fato o fim do governo. O texto é de Ricardo Noblat, na quarta capa do desafortunado livro da pouco sensata funcionaria da mesma empresa que ele.
Ao que se saiba, passados cinco anos, nenhum dos dois fez autocrítica, reconsiderou as suas apreciações, considerou que tinham tido um acesso de onipotência e que tinham se equivocado redondamente. Nada disso. Seguem adiante com suas argutas “análises” cobrando seus salários da mesma empresa, como se não tivesse errado redondamente.
Ninguém acredita no que dizem eles e seus colegas na mídia direitista. Todos eles acreditavam que o governo Lula era um gigante de pés de barro, sem apoio popular, totalmente entregue às ameaças da oposição, inevitavelmente condenado ao impeachment ou a sangrar continuamente até eleições em que ou Lula sequer seria candidato ou seu candidato seria facilmente derrotado pela oposição – por Alckmin ou por Serra. Acreditavam que Lula seria um outro Jânio ou um outro Collor – heróis efêmeros dessa mesma mídia.
Não decifraram o enigma Lula e foram devorados por ele. Lula deu a volta por cima e ascendeu dos 28% de apoio a que chegou a estar reduzido no auge da crise de 2005 aos mais de 80% atuais. Quando a oposição mandou mensageiros com a proposta de capitulação ao Lula – retira-se a proposta do impeachment e Lula renunciaria a candidatar-se a um segundo mandato, proposta que não foi levada pela Dilma, que esteve sempre alinhada com Lula, ao contrário do que disse a venenosa reportagem do Valor -, ouviu um palavrão daqueles do Lula, que disse que viraria o país de cabeça para baixo.
E virou. Não apenas no apelo ao apoio popular, mas sobretudo pelas políticas sociais, que haviam começado a deslanchar com as mudanças no governo, especialmente com o papel de coordenação que passou a ter a Dilma no governo.
Supostos analistas políticos que cometem erros desse calibre, não se emendam, não renunciaram a seus cargos, continuam na mesma toada, revelam como não conhecem o país e tampouco a política, o poder, o governo e o povo brasileiro.
Acreditavam, como Fukuyamas tucanos, que o governo Lula tinha acabado, que seus amigos tucanos voltariam ao poder e o país voltaria a ser deles. Seus patrões já preparavam os apressados cadernos com a necrologia do governo Lula. Como havia dito um ex-ministro da ditadura: “Uma hora o PT teria que ganhar, fracassaria e os deixaria governar o país sem oposição popular”.
Se equivocaram e, pelo que tudo indica, continuam a equivocar-se. Lula não manteria sua popularidade com a crise internacional. Manteve e consolidou o apoio ao governo. Lula não transferiria sua popularidade para a Dilma. Transfere. Dilma, como nunca se havia candidatado, não seria uma boa candidata. Ela se revela excelente candidata. Serra mostraria ser experiente, tranqüilo, seguro. Ele se revela destemperado, inseguro, intranqüilo.
A história não acabou, o governo Lula não “acabou antes da hora”, tem tudo para eleger sua sucessora. Os corvos ladram, a caravana passa.
Blog do Miro.



