quinta-feira, 25 de março de 2010

Boa relação Estado-sociedade civil ajuda País a cumprir com sobras as metas do milênio

Quarta-feira, 24 de março de 2010 às 19:56

Muitos países do mundo não vão atingir as metas do milênio estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridas até 2015, mas o Brasil não só cumprirá os oito objetivos propostos como deverá superar vários deles, afirmou o presidente Lula durante a 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, realizada nesta quarta-feira (24/3) em Brasília. Entre as razões do sucesso brasileiro na empreitada, o presidente apontou o momento mágico que o Brasil vive na relação entre sociedade e Estado, “porque as pessoas começaram a acreditar que alguma coisa nova está acontecendo no País”.

E essa coisa nova que está acontecendo no País é apenas o fato de que o estado brasileiro e o governo passaram a acreditar que a sociedade tem um papel extraordinário para cumprir. A gente poderia pegar o Banco do Brasil como exemplo, a Caixa Econômica Federal (CEF), o BNDES, várias instituições públicas de peso, que há algum tempo atrás agiam como se não tivessem nenhum compromisso além daquilo que estava estabelecido na normatização da sua existência. Não tinham uma relação de acreditar no Brasil, de facilitar as coisas, de permitir que as coisas fluíssem com facilidade.

Lula defendeu o papel das prefeituras na solução dos principais problemas brasileiros -- e mesmo no mundo:

Leia no Blog do Planalto.


Beneficiamento de látex é a cara dos povos da floresta

Blog do Planalto

Presidente Lula entrega prêmio ao representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, um dos vencedores da terceira edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia de entrega dos prêmios da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, o representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, chamava atenção não só pelo enorme cocar que ostentava mas também pela felicidade estampada no rosto. O motivo era a “borracha do índio”, projeto que ele integra com mais 580 índios e seringueiro e que foi um dos premiados durante o evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O Encachauado é a cara do seu povo, afirma Albuquerque, “já que respeita o nosso jeito de não juntar dinheiro”, disse ele. O pesquisador da Universidade Federal do Pará, professor Francisco Samonek reforça o coro: “esse projeto respeita o tempo, a cultura e as necessidades dos povos que o integram”.

O Encachauado moderniza sistema artesanal de beneficiamento do látex, garantindo o aumento de renda para as duas populações envolvidas e funciona em quatro estados da Amazônia.

Conheça aqui os oito objetivos do milênio, instituídos pela ONU em 200.

Leia o artigo completo no blog do Planalto.



Se em 2040 algum estudante for pesquisar a história do Brasil pelo que saiu em jornais e usar o material em algum trabalho escolar, corre o risco de ser reprovado. “Ou seja, esse estudante vai estudar uma grande mentira”, avisou o presidente Lula durante sua participação no 2º Salão Nacional dos Territórios Rurais — Territórios da Cidadania em Foco, realizado nesta quarta-feira (24/3) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo Lula, na medida em que a imprensa brasileira não aponta com exatidão o que vem sendo feito no País em termos programas sociais, obras públicas e desenvolvimento, o governo tem que ficar provando todo dia o que está fazendo. Um bom exemplo é a má-vontade de alguns com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que recebe sempre uma avaliação negativa na imprensa -- muitas vezes sem que o outro lado seja ouvido para esclarecimentos (veja exemplo aqui).

Para ilustrar essa luta diária que o seu governo enfrenta para provar que faz o que diz que faz, Lula contou uma história do que aconteceu com ele próprio em Ibiúna (SP), quando sua identidade foi questionado. Confira:



Em 2003, primeiro ano de seu mandato, o presidente Lula recebeu representantes do movimento dos sem-terra e, a pedidos, colocou um boné do grupo. Foi um escândalo nos jornais. A partir, afirmou, passou a colocar bonés de vários grupos e o fato deixou de chamar a atenção.

“Porque essa coisa é o seguinte: eles vêm para cima. Se você se acovarda, eles ganharam. E nós não temos porque temer. Se tem uma coisa que nós não temos é vergonha do que nós fazemos neste País. Nós temos que ter orgulho”, afirmou Lula durante sua particição do 2º Salão Nacional dos Territórios Rurais -- Territórios da Cidadania em Foco, realizado nesta quarta-feira (24/3) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O Salão dos Territórios Rurais debate o desenvolvimento dos territórios e mostrar os avanços da política territorial implementada pelo governo federal -- saiba mais aqui. Lula é fã do programa, lembrando que quando foi apresentado a ele em 2007 pelo ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), o considerou “o mais perfeito programa de governo” que já tinha visto. O programa foi lançado no ano seguinte.

Quando me foi apresentado o Território da Cidadania, eu vi não apenas do ponto de vista conceitual, mas do ponto de vista da filosofia de integração da sociedade nas decisões das coisas que a própria sociedade precisa, eu vi a possibilidade de termos dentro de pouco tempo uma geração de brasileiros que aprendeu a construir a partir da necessidade da sua sobrevivência, da sua comunidade, um outro jeito de fazer política em nosso País.


A ferrovia Norte-Sul, de Açailândia (MA) a Anápolis (GO), estará em operação até o final deste ano, afirma o presidente Lula em entrevista exclusiva ao Jornal do Tocantins publicada na edição desta terça-feira (23/3). Segundo Lula, a ferrovia contava em 2003, quando assumiu o governo, com apenas 215 quilômetros de trilhos, ligando Açailândia a Aguiarnópolis (TO).

Em sete anos, nós imprimimos um ritmo mais acelerado às obras, construindo mais 371 km, ligando Aguiarnópolis a Guaraí, também aqui no Estado. E estamos com obras em execução no trecho de 978,5 km, entre Guaraí e Anápolis (GO). No PAC-2, que vamos lançar ainda este mês, estamos incluindo a extensão da Norte-Sul de Anápolis até Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo – mais 680 km –, o que vai permitir a ligação com a malha ferroviária paulista e, consequentemente, com o porto de Santos. Será beneficiada uma área de 1,8 milhão de km2, correspondendo a 21,8% do território brasileiro, onde vivem 15,5% da população. Com a Norte-Sul, estamos garantindo uma logística adequada ao escoamento da produção agropecuária e agroindustrial da região.

http:\\blog.planalto.gov.br

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