quinta-feira, 25 de março de 2010

RIO SÃO FRANCISCO

25 de março de 2010

Deputado do PT apresenta projeto na Câmara Federal para preservar rio São Francisco

O deputado federal Emiliano José (PT-BA) apresentou na Câmara Federal (23/03/2010) projeto de lei que declara como Parque Nacional do Velho Chico a área ciliar dos rios da bacia do rio São Francisco, as ilhas, as lagoas e as veredas onde está sendo procedida a recomposição da mata nativa e as obras de revitalização. O projeto de lei estabelece também a proibição da extração dos recursos minerais da fauna e da flora naturais daquela região.

Emiliano justifica o projeto de lei: “o São Francisco, com seu leito, suas margens, suas populações ribeirinhas, suas carrancas, seus barcos, seus trovadores, cantadores, poetas, sua gente, é hoje quase o berço de uma civilização, fonte de uma cultura riquíssima”. “Como não cuidar disso? Como não preservá-lo? Nosso projeto pretende isso. Preservar o rio e sua cultura. Preservá-lo em toda a sua extensão, em todos os estados pelos quais passa. Essa Casa poderá dar esse presente ao povo brasileiro”.

O projeto se insere no contexto de que “o Governo Federal desenvolve no Velho Chico projeto de transposição de parte de suas águas para os áridos sertões nordestinos. Sabe-se que, ao longo dos anos, as matas ciliares vêm sofrendo um estado de degradação em toda a extensão do rio, além de forte assoreamento de seu leito. O rio São Francisco é um milagre: dá vida ao sertão. O sertão deve muito ao São Francisco. E é nosso dever fazer tudo no sentido de preservá-lo, cercá-lo de cuidados”.

CONFIRA O PROJETO NA ÍNTEGRA

Ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT) é inocentado na Operação Vampiro

O ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), foi inocentado (quarta, 24/03/2010), pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região de qualquer envolvimento na chamada Operação Vampiro, por unanimidade.

Depois de quase quatro anos de investigação e de o próprio Ministério Público Federal (MPF) - autor da denúncia - ter pedido a sua absolvição, o ex-ministro fica livre da acusação. O MPF já havia emitido Parecer no qual afirmava não haver qualquer ligação do ex-ministro com o esquema fraudulento. Agora, Humberto Costa (PT)será candidato ao Senado, por Pernambuco. A mídia golpista não vai poder mais explorar o factóide.

O parecer do MPF, dado no final do mês de fevereiro deste ano, foi fundamental para que o Tribunal reconhecesse sua inocência. Depois de quatro anos, finalmente, a Justiça restaurou a verdade e reparou um erro. A Operação Vampiro foi deflagrada em maio de 2004. Em 2006, o MPF decidiu reabrir o processo e incluir Humberto Costa. Foi muito estranho porque Humberto Costa desde o início colaborou com as investigações, tendo sido inclusive o autor da denúncia à Polícia Federal, provocando o desbaratamento de uma quadrilha que fraudava licitações de produtos demoderivados no Ministério da Saúde, desde 1992.

E por que o MPF, apesar do processo já estar seguindo os trâmites legais, reabriu o caso? Porque, em 2006, Humberto Costa era candidato ao governo de Pernambuco e as eleições estavam próximas. Após a decisão do MPF de incluir o ex-ministro no rol dos acusados, o fato passou a ser explorado exaustivamente por seus adversários políticos durante mais de 30 dias no rádio e televisão. O indiciamento prejudicou sua campanha ao governo de Pernambuco e, apesar de ter obtido 26% dos votos, não foi suficiente para que conseguisse disputar o segundo turno. Antes desse fato, Humberto aparecia em segundo lugar na disputa, conforme pesquisas de opinião feitas com o eleitorado.

É por essas e outras que deixei de acreditar, automaticamente, no que sai na imprensa. E agora? A imprensa vai dar o mesmo destaque à inocência de Humberto Costa? Aí, um teórico de esquina vai argumentar que o fato deixou de ser notícia. Como disse Lula, a mídia só se interessa por desgraça.

ENTENDA O CASO

* Em fevereiro de 2003, um mês após Humberto Costa ter assumido o Ministério da Saúde, foi procurado pelo Ministério Público para colaborar com uma investigação sobre irregularidades no processo de licitação para a compra dos hemoderivados (substâncias derivadas do sangue usadas para o tratamento de várias doenças, dentre elas, a leucemia). A licitação havia sido iniciada ainda no ano anterior e vinha sofrendo uma série de questionamentos por meio de recursos administrativos apresentados por várias empresas participantes do certame. O ex-ministro se prontificou de imediato a colaborar e, no mês seguinte, solicitou a intervenção da Polícia Federal no caso.

* Em setembro de 2003, Humberto recebeu uma carta anônima que denunciava diversas irregularidades na licitação da compra dos hemoderivados e encaminhou o documento à Polícia Federal, desencadeando assim uma forte investigação que culminou na Operação Vampiro.

* A Operação foi deflagrada pela PF em maio de 2004 e investigou o esquema, em funcionamento no Ministério desde 1992. Na época, a Operação levou à prisão várias pessoas suspeitas de envolvimento com esquemas de superfaturamento de hemoderivados e outros produtos para o Ministério da Saúde. Costa, então ministro da pasta, determinou a exoneração de 25 pessoas por suposta participação no escândalo.

* Ainda em maio de 2004, com a deflagração da Operação Vampiro, o então ministro determinou a realização de auditorias para verificar todas as licitações feitas pelo Ministério desde sua posse, em janeiro de 2003. Além dessas investigações internas, Costa também pediu que o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União promovessem auditorias.

* Em junho de 2004, o Ministério da Saúde passou a adotar várias medidas para aumentar a transparência dos processos licitatórios, como a divulgação dos mesmos no site do Ministério; a reestruturação da Ouvidoria, para aumentar a agilidade e eficiência no recebimento e investigação de denúncias; a criação de grupos de trabalho para definir um fluxo de aquisição de medicamentos e insumos e para a criação da Corregedoria do Ministério da Saúde; a criação da Hemobrás (fábrica de Hemoderivados) que está sendo implantada em Pernambuco; entre outras ações. Antes de Humberto deixar a pasta (em 2005), o processo foi finalizado e enviado à Justiça, sem que o ex-ministro tenha sido citado.

* Em 2006, ano eleitoral, o ex-ministro foi incluído no processo pelo MPF.

A Cegueira e os "tabloides"

Quarta, 24-03-2010.

Se em 2040 algum estudante for pesquisar a história do Brasil pelo que saiu em jornais e usar o material em algum trabalho escolar, corre o risco de ser reprovado. “Ou seja, esse estudante vai estudar uma grande mentira”, avisou o presidente Lula durante sua participação no 2º Salão Nacional dos Territórios Rurais — Territórios da Cidadania em Foco, realizado nesta quarta-feira (24/3) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo Lula, na medida em que a imprensa brasileira não aponta com exatidão o que vem sendo feito no País em termos programas sociais, obras públicas e desenvolvimento, o governo tem que ficar provando todo dia o que está fazendo. Um bom exemplo é a má-vontade de alguns com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que recebe sempre uma avaliação negativa na imprensa -- muitas vezes sem que o outro lado seja ouvido para esclarecimentos (veja exemplo aqui).

Para ilustrar essa luta diária que o seu governo enfrenta para provar que faz o que diz que faz, Lula contou uma história do que aconteceu com ele próprio em Ibiúna (SP), quando sua identidade foi questionado. Confira:

O papel da Midia nas eleições de 2010.


Blog do Miro


Reproduzo abaixo a entrevista concedida ao Blog da Dilma e agradeço aos editores, Daniel Pearl e Jussara Seixas, pelas palavras carinhosas na abertura da matéria:



Blog da Dilma: Como você viu o crescimento da ministra Dilma Rousseff nas últimas pesquisas?

Altamiro Borges: Penso que este crescimento reflete os avanços do governo Lula e as dificuldades, ainda que momentâneas, da oposição neoliberal-conversadora. A pesquisa divulgada pelo insuspeito Ibope, um instituto com notórias ligações com os tucanos, confirma a popularidade recorde de Lula e a sua capacidade de transferência de votos para Dilma Rousseff. Mesmo ainda sendo desconhecida por parcelas do eleitorado, a ministra já é vista como continuadora do governo Lula e como uma pessoa firme, convicta e capaz de manter o rumo das mudanças e de avançar nas mudanças. Ela representa a continuidade com avanços.

Apesar das limitações e mesmo das vacilações, o governo Lula abriu um novo ciclo político no país. Na política externa, o Brasil deixou de ser capacho dos EUA – como pregava FHC com sua linha servil do “alinhamento automático” com o império – e passou a adotar uma postura mais soberana e altiva, contribuindo para a integração latino-americana e fortalecendo as relações Sul-Sul. Esta política enterrou o tratado neocolonial da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e evitou a entrega da base militar de Alcântara (MA) para os EUA, entre outras conquistas.

Já no front interno, mesmo sem alterar o tripé macroeconômico ortodoxo das políticas monetária, fiscal e cambial, o governo passou a jogar um papel mais ativo na economia, com um viés mais desenvolvimentista. Isto é que impediu que a crise mundial do capitalismo, uma das mais graves da sua história, atingisse em cheio o nosso país. O fortalecimento do mercado interno, fruto da valorização do salário mínimo e dos programas sociais, evitou o pior. Um crescimento mais forte gerará milhões de empregos, elevará a renda do trabalhador e reforçara a capacidade indutora do Estado – para desespero dos neoliberais de plantão.

Se forem confirmadas as estimativas de que a economia brasileira crescerá cerca de 6% neste ano, aí é que o Serra se suicida! O grão-tucano FHC, com todos seus diplomas, foi culpado por recordes de desemprego, precarizou o trabalho e reduziu a renda dos brasileiros. O sindicalista Lula, com sua sensibilidade social, enfrentou a crise capitalista com políticas mais heterodoxas, desenvolvimentistas, e gerou recordes de emprego. FHC e Serra devem morrer de inveja! Mais ainda: sabem que isto será fatal para os seus planos de retrocesso neoliberal em 2010.

Não é para menos que a oposição demotucana está desesperada. Ela não tem programa, não tem discurso e ainda está rachada. O falso discurso ético dos novos udenistas, mais sujos do que pau de galinheiro, morreu junto com presidiário demo José Roberto Arruda e com as sujeiras da governadora tucana Yeda Crusius. A crise é tão brava que Serra não consegue nem seduzir um vice. Aécio Neves já oficializou sua candidatura ao senado em Minas Gerais e deu bye-bye ao Serra. O “vice-careca” dos seus sonhos, o demo Arruda, está preso. A coisa está feia para a direita. Sua única esperança é contar com as manipulações terroristas da mídia hegemônica.

Blog da Dilma: Como deverá se comportar a mídia golpista neste ano?

Altamiro Borges: Penso que esta será uma das campanhas mais sujas e torpes da nossa história republicana. Espero estar enganado, mas os sinais são preocupantes. Recentemente, os barões da mídia se reuniram em São Paulo, num seminário organizado por um instituto direitista, a Millenium, para traçar sua tática para a batalha sucessória. Os jagunços da mídia golpista, como Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo, Demétrio Magnoli e outros, deram a linha. O objetivo é bater para matar em Dilma, é acabar com a esquerda no país, como afirmou o bobo da corte da Rede Globo, o Jabor.

A orgia da Casa Millenium traçou a pauta única da direita midiática para 2010. Na sequência, a revista Veja, este panfleto dos republicanos estadunidense impresso no Brasil, já produziu duas capas para atingir Dilma Rousseff. Na primeira, utilizou como “fonte primária” um promotor que é desprezado pela própria Justiça e já sofreu vários processos, inclusive de enriquecimento ilícito e proteção de contrabandistas. Na segunda, a Veja se superou e usou como “fonte primária” um doleiro famoso, que já esteve envolvido em vários casos de corrupção – escândalo do Banestado, Operação Satiagraha e até no “mensalão dos demos” do Distrito Federal. Haja baixaria.

A tendência é que o clima piore, esquente ainda mais. Há informações de que a mesma revista já produziu reportagens tentando colar em Dilma a imagem de “terrorista”, “assaltante de bancos”. O jornal Folha, da mesma famíglia Frias que emprestou as suas peruas para transportar presos políticos para tortura durante a ditadura militar, já divulgou uma falsa ficha policial contra Dilma – o que deverá ser explorado na campanha. O esquema será do “una solo voz”, como foi rotulado pelos golpistas midiáticos da Venezuela. Uma revista semanal produz um factóide no final de semana; as emissoras de televisão, em especial a TV Globo, amplificam a denúncia para milhões de telespectadores; e os jornais diários depois municiam a oposição. O jogo será pesado.

Blog da Dilma: Por isso que você alertou num artigo para o risco do salto alto?

Altamiro Borges: Exatamente. Não dá para brincar com as elites. As pesquisas hoje são positivas: Dilma cresce de forma consistente e meteórica; José Serra sofre novas quedas e está perdido, sem programa, sem discurso e sem vice. Mas, como brinca José Simão, quem fica parado é poste. A direita não vai assistir passivamente o risco da continuidade da experiência do governo Lula. Ela não tolera a idéia de ficar mais um longo período fora do poder central. Há fortes interesses externos no país. Recentemente, o jornal britânico Guardian noticiou que os EUA torcem – e agem – pela derrota de Lula por discordar da sua política externa soberana, das suas posições sobre o Irã, Cuba, etc.

Mesmo alguns setores empresariais, que lucraram como nunca nos últimos anos, mostrarão suas garras na batalha sucessória. É uma questão de classe, de interesses políticos de classe, de ódio e preconceito de classe. Vide os ruralistas, alguns deles travestidos de modernos empresários do agronegócio. Eles estão babando. Não aceitam o comportamento mais democrático do governo diante dos movimentos sociais. Eles querem sangue, repressão, prisão. É bom analisar a lista dos apoiadores da Casa Millenium, que reúne banqueiros, industriais e o grosso dos barões da mídia.

Numa batalha desta dimensão, penso que é fundamental uma acertada política de alianças, que agregue forças e neutralize possíveis inimigos. Os palanques estaduais amplos serão decisivos. Outra questão essencial é o programa. É preciso deixar explícito o que mudou e no que se pretende avançar nas mudanças. Não pode ser uma simples continuidade. O Brasil ainda tem graves problemas estruturais. Como enfrentar a dramática questão agrária, os graves problemas urbanos, a urgente reforma tributária, a democratização do sistema político, entre outros pontos. Por último, penso que a ministra Dilma deve se aproximar mais dos movimentos sociais. Ele precisa construir uma aliança ampla, mas com um núcleo de esquerda forte.

Blog da Dilma: A aliança do PT com o PMDB beneficia ou não a candidata Dilma?

Altamiro Borges: O PMDB é um partido de centro, um “ônibus”, como dizia Ulysses Guimarães. Ele possui forte capilaridade no país – maior número de prefeitos, vereadores, governadores, deputados estaduais e federais, senadores. Ele tem o maior tempo de televisão na propaganda eleitoral gratuita. O pior que poderia ocorrer era esse partido ser atraído pela oposição neoliberal-conservadora. José Serra sabe disso e utiliza todas suas armas de sedução e cooptação. Qualquer erro de cálculo, qualquer partidismo sectário, pode ser fatal. Na atual correlação de forças, penso que o PMDB é essencial para vitória de Dilma Rousseff e para garantir governabilidade à próxima gestão.

Blog da Dilma: Quais são seus planos para nova Secretaria Nacional da Mídia do PCdoB?

Altamiro Borges: Aos poucos, a esquerda brasileira vai percebendo que a luta pela democratização dos meios de comunicação é uma questão estratégica. Não haverá avanços nas lutas dos trabalhadores, nem maiores defesas diante das ações golpistas da direita, nem a construção da perspectiva socialista sem que se enfrente a ditadura midiática, que manipula informações e deforma comportamentos. A realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, no ano passado, ajudou a reforçar esta urgente compreensão. As forças de esquerda contribuíram no processo pedagógico da Confecom, que envolveu mais de 30 mil pessoas, e arrancaram conquistas importantes na conferência.

O PCdoB vem debatendo este tema estratégico faz algum tempo. Em outubro de 2007, aprovou resolução propondo medidas concretas para a democratização dos meios de comunicação. Em 2008, incluiu esta questão como uma das seis reformas estruturais que o Brasil necessita com urgência, encarando a comunicação como um direito humano e uma premissa da democracia. A militância comunista procurou, em aliança fraterna com outras forças, contribuir no processo da Confecom. A bancada dos comunistas foi a maior da chamada sociedade civil na conferência.

Em decorrência desta compreensão, o partido decidiu agora montar uma secretaria especial para tratar deste tema. Ela terá basicamente quatro funções: ajudar a construir uma militância coesa e permanente na luta pela democratização dos meios de comunicação; fortalecer os movimentos já existentes e criar novos espaços no combate à ditadura midiática; reforçar as experiências de mídia alternativa no país, que crescem com a internet, as rádios e televisões comunitárias, com a articulação de blogueiros; e ajudar no processo de formação dos comunicadores populares.

Será um desafio muito instigante, em parceria com vários atores que lutam pela democratização do setor e pela construção de mídias alternativas. Nesta luta estratégica, penso que três questões são decisivas: desmascarar a mídia hegemônica, já que não é possível democratizar os veículos dirigidos ditatorialmente pelas famílias Marinho, Civita, Frias, Civita, entre outras; construir e fortalecer os veículos alternativos, como o Blog da Dilma, que façam a disputa de idéias na sociedade; e conquistar leis e políticas públicas que ajudem a enfrentar o monopólio midiático.

Boa relação Estado-sociedade civil ajuda País a cumprir com sobras as metas do milênio

Quarta-feira, 24 de março de 2010 às 19:56

Muitos países do mundo não vão atingir as metas do milênio estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridas até 2015, mas o Brasil não só cumprirá os oito objetivos propostos como deverá superar vários deles, afirmou o presidente Lula durante a 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, realizada nesta quarta-feira (24/3) em Brasília. Entre as razões do sucesso brasileiro na empreitada, o presidente apontou o momento mágico que o Brasil vive na relação entre sociedade e Estado, “porque as pessoas começaram a acreditar que alguma coisa nova está acontecendo no País”.

E essa coisa nova que está acontecendo no País é apenas o fato de que o estado brasileiro e o governo passaram a acreditar que a sociedade tem um papel extraordinário para cumprir. A gente poderia pegar o Banco do Brasil como exemplo, a Caixa Econômica Federal (CEF), o BNDES, várias instituições públicas de peso, que há algum tempo atrás agiam como se não tivessem nenhum compromisso além daquilo que estava estabelecido na normatização da sua existência. Não tinham uma relação de acreditar no Brasil, de facilitar as coisas, de permitir que as coisas fluíssem com facilidade.

Lula defendeu o papel das prefeituras na solução dos principais problemas brasileiros -- e mesmo no mundo:

Leia no Blog do Planalto.


Beneficiamento de látex é a cara dos povos da floresta

Blog do Planalto

Presidente Lula entrega prêmio ao representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, um dos vencedores da terceira edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia de entrega dos prêmios da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, o representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, chamava atenção não só pelo enorme cocar que ostentava mas também pela felicidade estampada no rosto. O motivo era a “borracha do índio”, projeto que ele integra com mais 580 índios e seringueiro e que foi um dos premiados durante o evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O Encachauado é a cara do seu povo, afirma Albuquerque, “já que respeita o nosso jeito de não juntar dinheiro”, disse ele. O pesquisador da Universidade Federal do Pará, professor Francisco Samonek reforça o coro: “esse projeto respeita o tempo, a cultura e as necessidades dos povos que o integram”.

O Encachauado moderniza sistema artesanal de beneficiamento do látex, garantindo o aumento de renda para as duas populações envolvidas e funciona em quatro estados da Amazônia.

Conheça aqui os oito objetivos do milênio, instituídos pela ONU em 200.

Leia o artigo completo no blog do Planalto.



Se em 2040 algum estudante for pesquisar a história do Brasil pelo que saiu em jornais e usar o material em algum trabalho escolar, corre o risco de ser reprovado. “Ou seja, esse estudante vai estudar uma grande mentira”, avisou o presidente Lula durante sua participação no 2º Salão Nacional dos Territórios Rurais — Territórios da Cidadania em Foco, realizado nesta quarta-feira (24/3) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo Lula, na medida em que a imprensa brasileira não aponta com exatidão o que vem sendo feito no País em termos programas sociais, obras públicas e desenvolvimento, o governo tem que ficar provando todo dia o que está fazendo. Um bom exemplo é a má-vontade de alguns com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que recebe sempre uma avaliação negativa na imprensa -- muitas vezes sem que o outro lado seja ouvido para esclarecimentos (veja exemplo aqui).

Para ilustrar essa luta diária que o seu governo enfrenta para provar que faz o que diz que faz, Lula contou uma história do que aconteceu com ele próprio em Ibiúna (SP), quando sua identidade foi questionado. Confira:



Em 2003, primeiro ano de seu mandato, o presidente Lula recebeu representantes do movimento dos sem-terra e, a pedidos, colocou um boné do grupo. Foi um escândalo nos jornais. A partir, afirmou, passou a colocar bonés de vários grupos e o fato deixou de chamar a atenção.

“Porque essa coisa é o seguinte: eles vêm para cima. Se você se acovarda, eles ganharam. E nós não temos porque temer. Se tem uma coisa que nós não temos é vergonha do que nós fazemos neste País. Nós temos que ter orgulho”, afirmou Lula durante sua particição do 2º Salão Nacional dos Territórios Rurais -- Territórios da Cidadania em Foco, realizado nesta quarta-feira (24/3) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O Salão dos Territórios Rurais debate o desenvolvimento dos territórios e mostrar os avanços da política territorial implementada pelo governo federal -- saiba mais aqui. Lula é fã do programa, lembrando que quando foi apresentado a ele em 2007 pelo ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), o considerou “o mais perfeito programa de governo” que já tinha visto. O programa foi lançado no ano seguinte.

Quando me foi apresentado o Território da Cidadania, eu vi não apenas do ponto de vista conceitual, mas do ponto de vista da filosofia de integração da sociedade nas decisões das coisas que a própria sociedade precisa, eu vi a possibilidade de termos dentro de pouco tempo uma geração de brasileiros que aprendeu a construir a partir da necessidade da sua sobrevivência, da sua comunidade, um outro jeito de fazer política em nosso País.


A ferrovia Norte-Sul, de Açailândia (MA) a Anápolis (GO), estará em operação até o final deste ano, afirma o presidente Lula em entrevista exclusiva ao Jornal do Tocantins publicada na edição desta terça-feira (23/3). Segundo Lula, a ferrovia contava em 2003, quando assumiu o governo, com apenas 215 quilômetros de trilhos, ligando Açailândia a Aguiarnópolis (TO).

Em sete anos, nós imprimimos um ritmo mais acelerado às obras, construindo mais 371 km, ligando Aguiarnópolis a Guaraí, também aqui no Estado. E estamos com obras em execução no trecho de 978,5 km, entre Guaraí e Anápolis (GO). No PAC-2, que vamos lançar ainda este mês, estamos incluindo a extensão da Norte-Sul de Anápolis até Estrela D’Oeste, no interior de São Paulo – mais 680 km –, o que vai permitir a ligação com a malha ferroviária paulista e, consequentemente, com o porto de Santos. Será beneficiada uma área de 1,8 milhão de km2, correspondendo a 21,8% do território brasileiro, onde vivem 15,5% da população. Com a Norte-Sul, estamos garantindo uma logística adequada ao escoamento da produção agropecuária e agroindustrial da região.

http:\\blog.planalto.gov.br

quarta-feira, 10 de março de 2010

Millenium pauta a direita midiática

De Altamiro Borges.

O seminário do Instituto Millenium, realizado na semana passada num luxuoso hotel da capital paulista, foi muito positivo. Ele serviu para tirar qualquer dúvida sobre a postura que o grosso da mídia hegemônica adotará na eleição presidencial de 2010. Colunistas de aluguel, como Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli, entre outros mercenários, somente vocalizaram o que os barões da mídia já decidiram: eles unificarão suas pautas, reportagens e manchetes para atacar a ministra Dilma Rousseff, estimular o diversionismo e blindar o governador José Serra.

Bia Barbosa e Gilberto Maringoni, dois jornalistas que não ocultam suas críticas de esquerda ao governo Lula, cobriram o evento nauseante e ficaram surpresos com seu grau de agressividade. Bia concluiu que o evento serviu apenas para “organizar a campanha contra Dilma”. Maringoni notou que os discursos “raivosos” alvejaram os aspectos democráticos do atual governo, como o Plano Nacional de Direitos Humanos e a Conferência Nacional de Comunicação, e sinalizaram a estratégica eleitoral unificada e ofensiva dos barões da mídia na batalha sucessória.

Revelações do twitter do Estadão

Prova das péssimas intenções dos barões da mídia foi revelada no twitter do insuspeito Estadão. Entre outras pérolas direitistas, ele registrou: “A imprensa se acordou diante do lulismo”, rosnou Reinado Azevedo, o pitbul da Veja. Noutro trecho, confessa: “O Marcelo [Madureira, do Casseta e Planeta] diz ser do PSDB. Eu não, eu sou de direita”. Madureira, após explicitar a sua simpatia tucana, ataca Lula: “Vivemos num país em que o presidente usa a mentira como prática política”.

Entra em cena o elitista Arnaldo Jabor: “A democracia é um conceito sofisticado. Tangenciamos a ditadura da maioria”. O bobo da corte da TV Globo prossegue: “Minha preocupação é que, se a Dilma for eleita, teremos uma infiltração de ‘formigas’ da velha esquerda”. Um dos chefões do Grupo Abril, Sidney Basile, ainda teoriza: “O risco de nos aproximarmos da ditadura da maioria é real”. Todos os palestrantes, com exceção dos “intrusos” Antonio Palocci e Hélio Costa, nem disfarçaram as suas preferências eleitorais pelo candidato tucano José Serra.

“Esquerda que não deve existir”

O twitter do Estadão deixou de registrar outras tiradas de golpismo explícito, talvez temendo as chacotas. “A imprensa tem que acabar com o ‘isentismo’ e o ‘outroladismo’, com esta história de dar o mesmo espaço para todos”, rosnou o Reinaldo Azevedo. Já o arrivista Demétrio Magnoli agitou a galera ao alertar que “só a vitória da oposição” pode evitar a “restauração stalinista” que seria representada pela candidatura Dilma Rousseff. “Não somos Venezuela ou Cuba. Temos que falar que somos diferentes”, esbravejou o ex-esquerdista, hoje um direitista convicto e hidrófobo.

Denis Rosenfield, um fascista folclórico, seguiu a toada. “O PT propõe subverter a democracia pelos processos democráticos”. Já o líder da seita fundamentalista Opus Dei, Aberto Di Franco, repetiu velhas bravatas. Coube ao bobo da corte da TV Globo animar a platéia. “Lula, com seu temperamento conciliador, teve o mérito de manter os bolcheviques e os jacobinos fora do poder. Mas conheço a cabeça dos comunistas, fui do PC, e isso não muda, é feito pedra... A questão é impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir”.

Feras acuadas e violentas

O convescote do Instituto Millenium revela o preconceito de classe e o asco de parcela das elites com o ciclo político aberto pelo governo Lula. E aponta o seu receio diante da real perspectiva da continuidade desta experiência. O instituto congrega a nata da burguesia nativa, com banqueiros, latifundiários e industriais. O especulador Armínio Fraga, gestor do fundo da entidade, é o ícone desta confraria. Pragmáticos, eles choram mais recursos públicos e incentivos fiscais. Na hora da batalha sucessória, porém, eles não escondem seus arraigados interesses políticos de classe.

Expressão da nova realidade, o instituto reúne quase todos os barões da mídia e confirma que os meios privados de comunicação são hoje o “partido do capital”. Roberto Irineu Marinho, Otávio Frias Filho e Roberto Civita fizeram questão de assistir seus histéricos. Terceirizaram o trabalho sujo, mas estão apreensivos. “A guerra da democracia está sendo perdida”, rosnou Azevedo. “Se o Serra ganhasse, faríamos a festa em termos das liberdades... Mas a perspectiva é que a Dilma vença”, lamuriou Magnoli. Como feras acuadas, os barões da mídia ficarão ainda mais violentos.


Mídia servil lamenta retaliação aos EUA

Numa atitude ousada, inédita e histórica, o governo brasileiro decidiu retaliar os EUA em função de suas práticas desleais de comércio. Ele anunciou a lista de mercadorias produzidas no império que terão as tarifas de importação elevadas em resposta aos subsídios concedidos ilegalmente aos produtores de algodão ianques. A retaliação inicial, no valor de US$ 591 milhões, foi autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), mas pode atingir US$ 829 milhões. O governo Lula deve anunciar nova lista, incluindo serviços e propriedade intelectual, nos próximos dias.

Uma equipe interministerial trabalhou vários meses para definir os produtos sujeitos à retaliação. Ela focalizou mercadorias de luxo, supérfluas, deixando de fora máquinas e insumos para evitar o aumento de custos indústrias e a retração do desenvolvimento interno. No caso dos produtos agrícolas, o governo conta com o aumento das safras, como a do trigo, e com novos parceiros comerciais para coibir a elevação dos preços dos alimentos na mesa dos brasileiros. A retaliação, porém, visa obrigar os EUA a recuarem na sua política protecionista ou fazer compensações.

Clima de pânico na sociedade

A corajosa decisão do governo, inédita na história recente do Brasil, foi elogiada inclusive por várias entidades empresariais. Há muito elas reclamavam das atitudes arrogantes e protecionistas dos EUA, que seguem o modelo “faça o que eu falo, não o que eu faço”. O império prega o “livre mercado” para os países dependentes, exibindo a “abertura de suas fronteiras”, mas se fecha internamente, numa prática desleal de comércio exterior. A própria OMC, antro dos adoradores do deus-mercado, concordou com a iniciativa brasileira, autorizando as medidas de retaliação.

Já a mídia hegemônica, sempre tão colonizada e servil aos interesses imperialistas, decidiu atacar o anúncio do governo e criar um clima artificial de pânico na sociedade. O Jornal Nacional da TV Globo alardeou que as medidas “poderão encarecer o preço do pãozinho dos brasileiros” – pura especulação. Já a Folha, sempre tão valente diante das nações mais sofridas da América Latina, mostrou sua covardia diante dos EUA ao afirmar que a retaliação causará prejuízos ao país, Além de colonizada, a mídia aproveita o episódio para se firmar como partido político da direita, fazendo campanha descarada contra Lula e sua candidata à sucessão.

Veja, Bancoop e panfletagem contra Dilma

A famíglia Civita saiu excitada do evento do Instituto Millenium, que unificou a pauta da direita midiática para a sucessão presidencial. Na mesma semana do convescote, a Veja deu a manchete garrafal: “Caiu a casa do tesoureiro do PT”. Numa típica panfletagem, também espalhou cartazes enormes nas bancas anunciando sua “descoberta”. Prova cabal de manipulação, a revista não deu capa para o “mensalão do DEM”, mas para atingir a candidatura Dilma Rousseff ela promoverá “um extermínio midiático”, como antecipou o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra.

A reportagem parece uma peça acusatória de advogados fuleiros. Desrespeitando a Constituição, que prevê a “presunção de inocência”, a revista volta incorrer no crime da “presunção de culpa”. João Vaccari Neto, ex-dirigente da CUT, ex-diretor da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e atual secretário de finanças do PT, é covardemente atacado, mas sequer foi ouvido. Sua foto na capa parece a de um criminoso. Na prática, a matéria não apresenta provas e apenas requenta velhas denúncias, que pipocam na mídia desde 2005 e já foram parar até no Wikipédia.

Jornalismo antiético e eleitoreiro

João Vaccari reagiu de imediato às agressões. Em nota, ele esclareceu: “1- Presidi a Bancoop de 2005 até a semana passada, quando me desliguei para assumir as minhas funções de secretário de Finanças e Planejamento do PT; 2- Nunca houve nenhum tipo de acusação contra mim e não respondo a nenhum processo, civil ou criminal; 3- Em relação à investigação da Bancoop, sempre nos colocamos à disposição das autoridades, agindo com total transparência; 4- Repudio o tipo de jornalismo antiético praticado por Veja, que diz ter passado seis meses ‘investigando’ o caso e em nenhum momento procurou ouvir a mim ou a Bancoop”.

A atual direção da cooperativa também divulgou nota. “A Bancoop não foi ouvida em momento algum pelos jornalistas responsáveis pela matéria da revista Veja, em clara violação ao princípio elementar da ética jornalística; a matéria tem nítida finalidade política, já que ela não agrega nenhuma novidade às acusações efetuadas no passado e devidamente rebatidas pela Bancoop”. A nota presta esclarecimentos sobre os processos movidos contra a cooperativa, que até hoje não resultaram em medidas judiciais, e relata os empreendimentos imobiliários da cooperativa.

O promotor Blat sob suspeita

As explicações do novo secretário de finanças do PT e da diretoria da Bancoop não mereceram espaço na revista. A Veja preferiu dar ouvidos ao sinistro promotor José Carlos Blat, que afirma de forma leviana: “A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar a campanha de Lula à Presidência em 2002”. Na busca de holofotes, ele não comprova o que afirma e exacerba nas suas funções legais.

Para desgastar Dilma Rousseff, a revista até arquivou antigas denúncias contra o promotor. Blat respondeu a processo no Ministério Público, acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger corruptos do Grupo de Ação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Em 2004, ele inclusive foi afastado de suas funções no Gaeco. Na ocasião, a própria Corregedoria do Ministério Público afirmou ter encontrado vários indícios de crimes graves contra Blat.

Pretensões políticas e jogo sujo

A principal fonte da Veja foi acusada de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, ele teria focado as investigações nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. Uma advogada do contrabandista visitava Blat periodicamente no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que Blat morou num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de se tornar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência.

Sobre Blat ainda pesam as seguintes suspeitas: usar veículos e pessoal do Gaeco para interesses pessoais; negociar com um delegado a liberação de seu pai, que teria sido preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade, truculência e suspeita de enriquecimento ilícito. Os bens do promotor também entraram na mira da Corregedoria. Segundo os depoimentos, Blat comprou numa só tacada dois carros importados e blindados. A Justiça de São Paulo arquivou várias destas denúncias, mas as suspeitas ainda recaem sobre o “inimigo público do PT”.

Como se nota, o promotor é uma figura muito estranha. Numa recente entrevista à revista Veja, ele revelou seus próximos passos, que confirmam suas aspirações políticas. “Eu me desiludi com o Ministério Público. Estou pensando em me candidatar a deputado”. Apesar das suspeitas que pesam sobre Blat, a revista deu destaque às suas insinuações contra o secretário do PT, mas sem ouvir o acusado. Pura covardia! A manipulação faz parte do jogo sujo para a batalha sucessória.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O cientista e a professora.

Blog do Planalto.

Durante o lançamento do novo Portal Brasil, o presidente Lula conversou por meio de um link ao vivo com um aluno de escola pública de Teresina, Francisco Ruan, que tem como sonho trabalhar na Nasa e ser astronauta:



Lula também conversou com a professora de Ruan, Ruthinéia, que é diretora da escola, considerada modelo por ter 100% de aprovação de seus alunos e maior índice de leitura do País. A professora se emocionou na conversa, por estar realizando o sonho de seu pai, um marceneiro, de falar com o presidente Lula.


Situada na periferia de Teresina, a Escola Casa Meio Norte, tem 754 alunos, 37 professores e apresenta números de excelência: 100% de aprovação dos alunos e de frequência dos professores e 0% de evasão escolar. Lá, são servidas quatro refeições diárias e os alunos têm aulas de balé e música, e boa parte das famílias de Cidade do Leste, bairro onde está localizada a escola, recebe o Bolsa Família. A escola tem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) mais alto do País país – 5,9 –, quando a meta estabelecida pelo MEC para 2022 é de 6,0.



Se vão atacar o governo criando mais políticas sociais, ótimo!

O Bolsa Família virou alvo de questionamento dos jornalistas que acompanharam o lançamento do Portal Brasil, nova cara do governo federal na internet, nesta quarta-feira (3/03), em Brasília. Em entrevista à imprensa após o evento, o presidente Lula disse que, “se todo mal que o meu governo puder causar é os meus adversários tentarem aprovar mais políticas sociais, ótimo”, porque se tivessem feito isso há mais tempo, o Brasil estaria em melhores condições.

A resposta do presidente refere-se à aprovação, na Comissão de Educação do Senado, de projeto que cria benefício adicional ao Bolsa Família para alunos que tiverem bom desempenho escolar. Mas Lula deixou um recado para os parlamentares:

Não é porque nós estamos em época eleitoral que vai se praticar a ‘farra do boi’ neste país. As pessoas não podem achar que banalizando decisões ganham votos. No ano eleitoral, a gente tem que ter mais juízo do que nos anos anteriores. Não dá para imaginar que, porque é ano eleitoral, pode-se prometer mundos e fundos; primeiro, porque a sociedade não acredita; segundo,porque a sociedade brasileira sabe que as conquistas que ela obteve até agora são resultado de um trabalho muito sério.





O Brasil de 190 milhões de caras governado por um presidente da República


O Brasil de 190 milhões de caras governado por um presidente da República
Presidente Lula, ladeado pela ministra Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner e os ministros Geddel Vieira Lima e Franklin Martins na inauguração do projeto Salitre, em Juazeiro (BA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula, ladeado pela ministra Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner e os ministros Geddel Vieira Lima e Franklin Martins na inauguração do projeto Salitre, em Juazeiro (BA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil não é um país em que “um cara” governa 190 milhões de habitantes, mas um país de 190 milhões de caras governado por um presidente da República. Assim se manifestou o presidente Lula, nesta sexta-feira (5/3), em discursos por ocasião da inauguração das obras do projeto de irrigação Salitre, em Juazeiro (BA). Segundo o presidente, as mudanças que têm implantado no Brasil “incomodam muita gente” e, para comprovar isso, basta acompanhar os meios de comunicação. Por isso, segundo ele, o fato de ser nordestino, nascido em Caetés, interior pernambucano, e de ter passado pelas adversidades da vida, “não tenho medo de cara feia”. Mais uma vez Lula chamou a atenção para o que pode vir a ser o baixo nível da campanha eleitoral deste ano de 2010.

“O nosso país nunca foi tão respeitado como ele é hoje. E respeito agente não aprende só na universidade, mas dentro de casa, com o pai e a mãe da gente. O maior legado que recebi da minha mãe foi o de poder andar de cabeça erguida. Poder olhar nos olhos de cada um. Gosto de respeitar para ser respeitado. O que vai contar para a nossa história é tudo aquilo que a gente já fez”, disse.

Lula explicou que é necessário muito trabalho para poder recuperar aquilo que classificou de “500 anos de desmando” e, em seguida emendou que vem transformando o país porque nunca faltou com o respeito aos companheiros. Ele enfatizou que ao deixar a Presidência da República em 31 de dezembro de 2010 e retornar um dia a Juazeiro, espera ser tratado pelos habitantes da cidade baiana de “companheiro Lula”. Ainda numa alusão aos políticos que se sentem incomodados com sua administração, Lula foi enfático: “Se um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais…”





Presidente até o fim

O presidente Lula foi veemente ao negar que vai se licenciar do cargo para participar da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, à sua sucessão. “Não há hipótese de acontecer”, disse, em entrevista às emissoras rádio Rural AM e Juazeiro AM, nesta sexta-feira (5/3). Lula está em Juazeiro para inauguração das obras do projeto de irrigação Salitre, na zona rural da cidade baiana. Nessa etapa, serão destinados 255 pequenos lotes para agricultores familiares e 68 lotes para médias empresas. O projeto conta com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na ordem de R$ 251,5 milhões, entre 2007 e 2010. O valor do investimento total no projeto é de R$ 900 milhões.

A informação de que pretendia se licenciar, entre os meses de agosto e setembro, e que o presidente do Senado, José Sarney, assumiria temporariamente seu cargo foi publicada pelo jornal O Globo, na edição de ontem (4/3).

“Ficarei na Presidência da República até o dia 31 de dezembro. À meia-noite, ainda dormirei presidente do Brasil”, afirma Lula na entrevista.



O galpão da Vila Carioca

O galpão de 43 mil metros quadrados situado na Vila Carioca, Zona Sul de São Paulo, abrigará um complexo habitacional com até 950 apartamentos distribuídos em 17 lotes. Os primeiros traços de arquitetura e urbanismo começaram a ser feitos esta semana pela equipe da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) do Estado de São Paulo. À frente do grupo de trabalho, Evangelina de Almeida Pinho, enfatizou que o presidente Lula quer moradias de qualidade para as famílias de baixa renda.

Por isso, tudo vem sendo tratado com riqueza de detalhes. Os prédios terão quatro andares sustentados por pilotis. Cada apartamento contará com vaga de garagem e em cada lote haverá uma área de lazer. Em uma área maior, os equipamentos públicos como escolas, creches e postos de saúde, além de espaço de lazer como quadra de esportes e parques para as crianças.



O velho galpão da Vila Carioca vai dar lugar a um moderno complexo habitacional voltado para a população de baixa renda. Um antigo sonho do presidente Lula vai se transformar em realidade. Foto e vídeos: Roberto Cordeiro/Blog do Planalto

O velho galpão da Vila Carioca vai dar lugar a um moderno complexo habitacional voltado para a população de baixa renda. Um antigo sonho do presidente Lula vai se transformar em realidade. Foto e vídeos: Roberto Cordeiro/Blog do Planalto

Nos anos 50, o menino Luiz fitava da janela de sua casa, na rua Auriverde, no bairro Vila Carioca (zona sul de São Paulo), homens trajando terno de linho branco chegando ao grande galpão para o trabalho. Lá os homens trocavam o terno por roupas mais apropriadas para a operação de estiva. Cada um carregava três sacas de café. Quando chovia, a rua ficava alagada e, para que os operários pudessem atravessá-la, o menino Luiz colocava tábuas e recebia alguns trocados.

Luiz cresceu, virou metalúrgico, líder sindical, criou um partido político e, por fim, foi eleito presidente da República. Mesmo depois de tanto tempo, manteve em mente o desejo de transformar o galpão de 43 mil metros quadrados num espaço residencial. Agora o desejo vai se transformar em realidade.

Lula conversou esta semana com o desembargador Roberto Luiz Ribeiro Haddad, presidente do TRF da 3a. Região -- em nome de quem está hoje o galpão -- e acertou a transferência do espaço para a União. As pilhas de processos, equipamentos e material de escritório e carros apreendidos em operações coordenadas pelo Poder Judiciário serão transferidos para outro local e o prédio será derrubado para a construção de um complexo habitacional e área de lazer, escola e posto médico destinado à famílias de baixa renda.

O Blog do Planalto foi a Vila Carioca conhecer o imóvel e conversou com a superintenente do Patrimônio da União no Estado de São Paulo, Evangelina de Almeida Pinho, que iniciou o processo que tem por objetivo tirar do papel as soluções de arquitetos e urbanistas para o local. O presidente Lula quer lançar a pedra fundamental do complexo até o fim do ano.




Lula reúne ministros para tratar do PAC II

Presidente Lula e a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) comandam reunião do PAC 2 que discutir obras de transporte. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) comandam reunião do PAC 2 que discutir obras de transporte. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula está reunido há pouco mais de uma hora com os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Guido Mantega (Fazenda) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, para debater a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na conversa, discutiram obras de transporte terrestre, ferroviário e aquaviário.

Também participam da primeira reunião setorial do PAC II técnicos do área de transporte e economia, que definirão as metas e vão traçar a próxima etapa do programa, que Lula já manifestou interesse em lançar até o final desse mês.

Os encontros setoriais vão balizar as estratégias do PAC II , que está estruturado em um tripé: logística; infraestrutura (social e urbana) e energia.



Lobão defende mudanças na mineração e anuncia visita de Lula a Serra Pelada

bom dia, MinistroO ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, entrega ao presidente Lula nos próximos dias a minuta de projeto de lei com o novo marco da mineração, para alterar o Código de Mineração Brasileiro, que tem 40 anos, e tornar mais ágil e transparente o processo no Brasil. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (04/3) em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, que conta com a participação de rádios de todo o País.

Lobão anunciou ainda que na próxima semana será acertada a data da visita do presidente Lula aos garimpeiros de Serra Pelada, no Pará: ”É uma intenção do presidente visitá-los. Talvez em Curionópolis, que fica bem próximo à Serra Pelada”, afirmou o ministro.


Celso Amorim: Brasil é contra instituição de sanções contra o Irã

Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, discutiu com o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim a melhor forma de lidar com o Irã e seu embrionário programa nuclear. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, discutiu com o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim a melhor forma de lidar com o Irã e seu embrionário programa nuclear. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro de Relações Exteriores Celso Amorim defendeu a posição brasileira de não pressionar o Irã com sanções, após reunião com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, nesta quarta-feira (3/3) no Palácio Itamaraty, em Brasília:

Cada país tem que pensar com a sua própria cabeça. Nós pensamos com a própria cabeça. Nós queremos um mundo sem armas nucleares e certamente onde não exista proliferação. A questão é de saber qual é o melhor caminho para chegar lá.

Para Clinton, Estados Unidos e Brasil estão de acordo que é necessário evitar que o Irã desenvolva armas nucleares. “Nós debatemos o valor central da não proliferação e o nosso comprometimento comum de fazer com que o Irã não tenha armas nucleares”, disse ela. Após o encontro com o ministro Celso Amorim, Hillary Clinton se encontrou com o presidente Lula no gabinete provisório da Presidência da República instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.


Não é prudente encostar o Irã contra a parede. Momento pede diálogo


Não é prudente “encostar o Irã contra a parede” em relação ao programa nuclear daquele país, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (3/3) após o lançamento do Portal Brasil, em Brasília. Segundo Lula, é preciso dar ênfase ao diálogo:

É preciso estabelecer negociações. Quero para o Irã o mesmo que quero para o Brasil: usar energia nuclear para fins pacíficos. Se o Irã tiver concordência com isso, terá o apoio do Brasil.

O presidente Lula recebe ainda hoje a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton. Lula foi questionado sobre um possível pedido de sanção ao Irã por parte de Clinton, ao que respondeu afirmando que isso deve ser tratado pelo chanceler Celso Amorim.

O galpão da Vila Carioca

O velho galpão da Vila Carioca vai dar lugar a um moderno complexo habitacional voltado para a população de baixa renda. Um antigo sonho do presidente Lula vai se transformar em realidade. Foto e vídeos: Roberto Cordeiro/Blog do Planalto


O galpão de 43 mil metros quadrados situado na Vila Carioca, Zona Sul de São Paulo, abrigará um complexo habitacional com até 950 apartamentos distribuídos em 17 lotes. Os primeiros traços de arquitetura e urbanismo começaram a ser feitos esta semana pela equipe da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) do Estado de São Paulo. À frente do grupo de trabalho, Evangelina de Almeida Pinho, enfatizou que o presidente Lula quer moradias de qualidade para as famílias de baixa renda.

Por isso, tudo vem sendo tratado com riqueza de detalhes. Os prédios terão quatro andares sustentados por pilotis. Cada apartamento contará com vaga de garagem e em cada lote haverá uma área de lazer. Em uma área maior, os equipamentos públicos como escolas, creches e postos de saúde, além de espaço de lazer como quadra de esportes e parques para as crianças.
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Nos anos 50, o menino Luiz fitava da janela de sua casa, na rua Auriverde, no bairro Vila Carioca (zona sul de São Paulo), homens trajando terno de linho branco chegando ao grande galpão para o trabalho. Lá os homens trocavam o terno por roupas mais apropriadas para a operação de estiva. Cada um carregava três sacas de café. Quando chovia, a rua ficava alagada e, para que os operários pudessem atravessá-la, o menino Luiz colocava tábuas e recebia alguns trocados.

Luiz cresceu, virou metalúrgico, líder sindical, criou um partido político e, por fim, foi eleito presidente da República. Mesmo depois de tanto tempo, manteve em mente o desejo de transformar o galpão de 43 mil metros quadrados num espaço residencial. Agora o desejo vai se transformar em realidade.

Lula conversou esta semana com o desembargador Roberto Luiz Ribeiro Haddad, presidente do TRF da 3a. Região -- em nome de quem está hoje o galpão -- e acertou a transferência do espaço para a União. As pilhas de processos, equipamentos e material de escritório e carros apreendidos em operações coordenadas pelo Poder Judiciário serão transferidos para outro local e o prédio será derrubado para a construção de um complexo habitacional e área de lazer, escola e posto médico destinado à famílias de baixa renda.


O Blog do Planalto foi a Vila Carioca conhecer o imóvel e conversou com a superintenente do Patrimônio da União no Estado de São Paulo, Evangelina de Almeida Pinho, que iniciou o processo que tem por objetivo tirar do papel as soluções de arquitetos e urbanistas para o local. O presidente Lula quer lançar a pedra fundamental do complexo até o fim do ano.



O presidente Lula foi veemente ao negar que vai se licenciar do cargo para participar da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, à sua sucessão. “Não há hipótese de acontecer”, disse, em entrevista às emissoras rádio Rural AM e Juazeiro AM, nesta sexta-feira (5/3). Lula está em Juazeiro para inauguração das obras do projeto de irrigação Salitre, na zona rural da cidade baiana. Nessa etapa, serão destinados 255 pequenos lotes para agricultores familiares e 68 lotes para médias empresas. O projeto conta com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na ordem de R$ 251,5 milhões, entre 2007 e 2010. O valor do investimento total no projeto é de R$ 900 milhões.

A informação de que pretendia se licenciar, entre os meses de agosto e setembro, e que o presidente do Senado, José Sarney, assumiria temporariamente seu cargo foi publicada pelo jornal O Globo, na edição de ontem (4/3).

“Ficarei na Presidência da República até o dia 31 de dezembro. À meia-noite, ainda dormirei presidente do Brasil”, afirma Lula na entrevista.





O Brasil não é um país em que “um cara” governa 190 milhões de habitantes, mas um país de 190 milhões de caras governado por um presidente da República. Assim se manifestou o presidente Lula, nesta sexta-feira (5/3), em discursos por ocasião da inauguração das obras do projeto de irrigação Salitre, em Juazeiro (BA). Segundo o presidente, as mudanças que têm implantado no Brasil “incomodam muita gente” e, para comprovar isso, basta acompanhar os meios de comunicação. Por isso, segundo ele, o fato de ser nordestino, nascido em Caetés, interior pernambucano, e de ter passado pelas adversidades da vida, “não tenho medo de cara feia”. Mais uma vez Lula chamou a atenção para o que pode vir a ser o baixo nível da campanha eleitoral deste ano de 2010.

“O nosso país nunca foi tão respeitado como ele é hoje. E respeito agente não aprende só na universidade, mas dentro de casa, com o pai e a mãe da gente. O maior legado que recebi da minha mãe foi o de poder andar de cabeça erguida. Poder olhar nos olhos de cada um. Gosto de respeitar para ser respeitado. O que vai contar para a nossa história é tudo aquilo que a gente já fez”, disse.


Lula explicou que é necessário muito trabalho para poder recuperar aquilo que classificou de “500 anos de desmando” e, em seguida emendou que vem transformando o país porque nunca faltou com o respeito aos companheiros. Ele enfatizou que ao deixar a Presidência da República em 31 de dezembro de 2010 e retornar um dia a Juazeiro, espera ser tratado pelos habitantes da cidade baiana de “companheiro Lula”. Ainda numa alusão aos políticos que se sentem incomodados com sua administração, Lula foi enfático: “Se um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais…”