terça-feira, 31 de agosto de 2010

Compare 12 anos de governo tucano com 3 anos e meio de Governo Popular no Estado do Pará.

Há quem acuse Ana Júlia de fazer um governo sem obras. Dizem que o Pará não avançou. Será? Então compare 12 anos de governo tucano com 3 anos e meio de governo Ana Júlia apoiado pelo governo Lula. E tire suas conclusões.

Concursos para a PM

No passado:10 anos sem concurso
No governo Ana Júlia: contratação de 3.700 policiais

Delegacias de Polícia

No passado: delegacias precárias, sem manutenção
No governo Ana Júlia: 37 unidades reformadas e 22 construídas

Viaturas

No passado: frota sucateada de 600 viaturas
No governo Ana Júlia: aquisição de 800 viaturas e aluguel de 450

Direitos humanos

No passado: não havia política de direitos humanos
No governo Ana Júlia: criação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos

Violência no campo

No passado: 24 mortes, em 2006, incluindo massacre de Eldorado de Carajás
No governo Ana Júlia: índice cai para 7 mortes (de 2007 a 2009)

Ação Metrópole

No passado: projeto engavetado há 20 anos
No governo Ana Júlia: Investimentos de R$ 131 milhões tiram do papel a maior obra viária da história da RMB

Meia-passagem intermunicipal

No passado: proposta emperrada há 20 anos
No governo Ana Júlia: sancionada lei do executivo que garante meia-passagem intermunicipal em todo o estado

Ophir Loyola

No passado: equipamentos parados há 3 anos
No governo Ana Júlia: investimentos de R$ 10 milhões; hospital é reconhecido pelo MEC e Ministério da Saúde como Hospital-Escola

Saúde

No passado: ribeirinhos sem atendimento médico
No governo Ana Júlia: programa Rios de Saúde atendeu a mais de 70 mil ribeirinhos

Saúde da Família

No passado: cobertura de 38,48% da população
No governo Ana Júlia: cobertura de 82,23% da população

Hemodiálise

No passado: serviço só havia em Belém
No governo Ana Júlia: atendimento em Belém, Santarém, Redenção, Altamira, Castanhal e Marituba

Educação

No passado: Escolas sucateadas
No governo Ana Júlia: 658 escolas reformadas e construção de mais 23

Diretores escolares

No governo passado: nomeação política
No governo Ana Júlia: eleição direta

Escolas tecnológicas

No passado: 12 escolas tecnológicas
No governo Ana Júlia: 18 escolas tecnológicas em 11 municípios

Capacitação profissional

No passado: Capacitação de jovens era inexistente
No governo Ana Júlia: bolsa trabalho para 60 mil bolsistas - 20 mil já contratados com carteira assinada

Funcionalismo público

No passado: perdas salariais acumuladas em 75%
No governo Ana Júlia: reajustes salariais acima da inflação

Habitação

No passado: 5.082 casas construídas
No governo Ana Júlia: 30 mil casas construídas

Saneamento

No passado: R$ 68,152 milhões investidos na Cosanpa
No governo Ana Júlia: R$ 522,62 milhões

Idesp

No passado: tucanos extinguiram o Idesp
No governo Ana Júlia: o Idesp foi reconstruído e fortalecido

Estradas vicinais

No passado: tucanos só ajudavam municípios aliados
No governo Ana Júlia: municípios de todo o Pará receberam 534 patrulhas mecanizadas para recuperar estradas

Siderúrgica

No passado: tucanos privatizaram a Vale e não trouxeram sequer uma siderúrgica para o Estado.

No governo Ana Júlia: garantia de implantação da Alpa, em Marabá, e da fábrica de vagão de trem, em Castanhal

ptdemosqueiro.


O Pará e o Brasil não são o que o JN mostrou. O JN é uma fraude.

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada:



Amigo navegante Antonio, paraense, liga de Belém para demonstrar profunda irritação com a visão haitiana do Brasil, pelo jornal nacional.

Clique aqui para ler “jornal nacional usa o patrocínio do Bradesco para denegrir a imagem do Brasil”.

Diz o Antonio.

Para ir a Jacundá, no Pará, o jornal nacional teve que fazer escala em Marabá, não é isso ?

Por que ele não deu um pulinho a Marabá ?

A reportagem sobre Jacundá faz parte dessa nova espécie de jornalismo aero-rocambolesco, para denegrir a imagem do Brasil – do jeito que o Ali Kamel gosta.

Marabá talvez seja o maior pólo de crescimento da economia brasileira hoje.

Marabá é uma China de crescimento econômico.

A Vale constrói ali uma usina de laminados, a Alpa, que, sozinha, cria 18 mil empregos.

A Alpa será uma das principais beneficiárias da usina de Belo Monte.

(Belo Monte, que a urubóloga Miriam Leitão criticou tanto, será a terceira maior hidrelétrica do mundo – um horror !)

Por causa da Alpa e da energia de Belo Monte, 40 indústrias se instalarão em Marabá.

Em Marabá passa uma das maiores pontes ferroviárias sobre rio do mundo, para levar o minério de ferro que sai de Carajás a caminho do Maranhão.

Veja que horror !

A população de Marabá deve crescer 150% até 2014.

Até lá serão criados 70 mil novos empregos e a associação comercial calcula que serão investidos US$ 33 bilhões.

No momento em Marabá se constrói um shopping-center de 30 mil metros quadrados de área de loja , com lojas âncoras do padrão de Riachuelo, Marisa e C&A.

O responsável pelo empreendimento é o grupo Leolá, que tem mais de 60 lojas na região de Marabá.

O jornal nacional, amigo navegante, é uma fraude.

Esse sorteio das cidades brasileiras pelo jornal nacional lembra muito o Globope.

bordalo.com.br.


A vergonhosa pesquisa para manipular você!

Vou pegar emprestado o que a nossa Juventude Acelera comentou (clique para ler toda a opinião dos meninos) sobre a "pesquisa" Ibope deste domingo, uma vergonha a tentativa de manobras quando não se tem projeto:

O instituto responsável não informou à Justiça os municípios em que foi realizada a coleta dos dados. Logo, não se sabe se privilegiou bases eleitorais do PSDB para induzir um resultado.

Não apresentou a cópia do questionário aplicado aos entrevistados, então pode ter incluído perguntas que induzem a opinião do eleitor na hora de escolhar um nome para indicar o voto.

Não informou com clareza o período em que a pesquisa foi feita, o que significa que os números podem ser antigos ou refletir realidades passadas, anterior ao debate e ao programa de TV, por exemplo.

Por fim, a forma como a consulta seria feita, segundo o próprio registro, compromete a transparência e a veracidade dos resultados da pesquisa, conforme estabelece a Lei 9.504, que rege as eleições.

Sinceramente, galera, parece a pesquisa eleitoral de 2008, para as eleições de Belém, que mostrava a candidata do DEM e do PSDB, Valéria Pires Franco no segundo turno e, quando as urnas abriram, ela simplesmente estava em quarto lugar.

Se ligue e não se deixe manipular!

bordalo.com.br.


Editora Abril contabandeia propaganda de Serra em CD de Chico Buarque

Quando a gente pensa que já viu de tudo, ainda se surpreende com mais esta.

A Editora Abril, resolveu lançar uma discografia do Chico Buarque, destas que vende em bancas de jornal, por um bom preço. Cada CD a R$ 7,90. Legal, não?

A não ser quando se abre o encarte do CD. Causa supresa, do nada, aparecer uma enorme foto de José Serra (PSDB/SP), na página 11.


O que tem Serra a ver com a obra de Chico Buarque, que sempre apoiou Lula e apoia Dilma?

Bem, a Editora Abril vai publicar a discografia desde 1966. Mas não começou nem pelo primeiro disco, nem pelo último. Escolheu como nº 1 da série, o disco originalmente lançado em 1978.

A desculpa para a Editora Abril encaixar a foto do demo-tucano, seria acontecimentos "históricos" do ano de 1978. E lá aparece a página inteira dedicada a José Serra, dizendo "Embora a anistia só viesse a ser promulgada no ano seguinte, parte dos exilados políticos, entre eles José Serra, já havia retornado ao Brasil".

Por que só José Serra, se nomes muito mais ilustres e notórios na época, como Darcy Ribeiro, também já haviam voltado ao Brasil? A gente sabe muito bem a resposta. (Com informações da Rede Brasil Atual e Futepoca)

William Waack manda Dilma calar a boca e Globo faz mea culpa

Mesmo atrasado vale a pena ver de novo.

A direção da TV Globo pediu desculpas aos telespectadores pelo vazamento do áudio do jornalista William Waack durante a edição de quinta-feira (26/08) do "Jornal da Globo". Durante uma reportagem em que a candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) comentava o caso dos dados do Imposto de Renda de pessoas ligadas à campanha de José Serra (PSDB), o apresentador disse "manda calar a boca". .Ouça no vídeo: osamigosdopresientelula.


A emissora informa que "infelizmente, por falha técnica" o microfone do jornalista estava ligado.

"Aos telespectadores, a TV Globo pede desculpas pela falha", diz a nota enviada pela assessoria da TV Globo.

Após a apresentação do telejornal na quinta-feira, a fala de Waack repercutiu no Twitter, com insinuações de que ele estava mandando Dilma se calar. A hastag #CalaBocaDilma chegou a ficar entre os Trending Topics do microblog...Enviado por Stanley - Informação do Comunique-se




Dilma vai falar no Jornal da Globo e calará William Waack

Dilma Rousseff será a entrevistada do Jornal da Globo, na noite de segunda para terça-feira . A entrevista entrará no ar às 00:20hs.

Curiosamente, é o mesmo telejornal apresentado por William Waack, que teve sua voz captada por um microfone aberto dizendo "Cala a boca", na hora em que era apresentada uma reportagem sobre Dilma (leia nota abaixo).

Nosso blog transmitirá pela internet às 00:20hs.
Para efeito de informação, estou publicando, só agora.
Acompanhe com atenção.
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TRF suspende liminar e retira gráfica da Folha de licitação do Enem 2010

Em decisão divulgada nesta segunda-feira, 30, o Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região suspendeu a liminar que mantinha a gráfica Plural(Do jornal Folha de S.Paulo) no processo licitatório do Enem 2010. Em 18 de agosto, havia sido concedida a liminar que determinava o prosseguimento da empresa no processo de habilitação para a impressão das provas. Cabe recurso à decisão.

O desembargador federal Fagundes de Deus considerou que a Plural não cumpriu as regras do edital e, assim sendo, “impõe-se a inabilitação da concorrente”. Para ele, a gráfica não apresentou “atestados de capacidade técnica capazes de atestar o desempenho de atividade pertinente e compatível com o objeto licitado”. “Considero legítimo o ato administrativo que a inabilitou do certame em questão”, afirmou na decisão.

O vazamento da prova do Enem 2009, revelado pelo Estado, ocorreu nas instalações da Plural, na região metropolitana de São Paulo. Em nota publicada no início do mês, a empresa diz que "não responde por qualquer demanda judicial em relação ao vazamento da prova do Enem 2009" e que cabia ao consórcio Connasel "garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte das provas".


No dia 3 de agosto, a juíza federal substituta da 2ª Vara do Distrito Federal, Candice Lavocat Galvão Jobim, havia decidido suspender o pregão eletrônico para o serviço de impressão das provas do Enem 2010. A Plural, uma das empresas que ofereceram proposta para a impressão do exame, impetrou mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que a considerou inabilitada para o serviço.

A Plural alega que apresentou o preço mais baixo para a impressão (R$ 65 milhões) e foi desclassificada antes de ter a sua instalação conferida.

O desembargador sustenta que a verificação in loco das instalações físicas “serve apenas de complemento à fase de habilitação, não sendo, pois, um meio de suprir a comprovação da experiência anterior da candidata, uma vez que esta é demonstrada pela apresentação de atestados”. "Não é possível aferir pelos atestados apresentados o preenchimento (...) dos requisitos de capacidade produtiva aliada às condições de segurança e sigilo", diz o desembargador.Ag
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Entrevista da Dilma ao Jornal da Globo

A entrevista de Dilma Rousseff (PT) ao Jornal da Globo pode ser assistida na íntegra aqui.

A ex-ministra arrasou. Marcou excelente presença, e mais importante de tudo, convenceu até quem não gosta dela, com respostas precisas e certeiras, desmontando perguntas maliciosas.

Dilma deu uma aula de economia ao responder aos urubólogos da Globo, que ficam procurando pêlo em ovo, querendo inventar crises que não existem.

Ela também repetiu o desmentido a uma mentira publicada na imprensa. Não haverá nenhum ajuste fiscal e sim continuação da política de aumentar investimentos, porque a realidade é outra: a relação dívida/PIB está simplesmente em queda.

Coitada da Globo, não vai dar nem para editar algum "pior momento", porque não teve.
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Lula abraça gari... mais uma vez. O que dirá Casoy por trás das câmaras?

Na festa dos 100 anos do porto do Rio de Janeiro, o presidente Lula (PT) abraça o gari Renato Sorriso, famoso na cidade.

Será que o Jornal da Band, com Boris Casoy, levou a cena ao ar?
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Jornal mente, é desmentido, e mente de novo por pirraça.

O Jornal O Globo publicou uma mentira ontem, sobre uma fantasiosa reforma da previdência "urgente" que não existe.

Ninguém sério levou a sério, até porque quem é bem informado sobre o assunto sabe que a notícia não tinha pé nem cabeça.

O Globo até hoje, mesmo após 8 anos de governo, não entendeu e não quer entender como funciona o governo Lula. Previdência é pacto social, não é apenas simples cálculo atuarial de seguradoras privadas.

E pacto social se negocia com os trabalhadores e segurados. O presidente Lula já há bastante tempo criou grupo de trabalho para discussão permanente do futuro da previdência a longo prazo. Isso foi noticiado nos jornais.

A própria Dilma desmentiu o jornal. O governo, através do ministro da Fazenda, Guido Mantega, também desmentiu.

Hoje, no dia seguinte, vem O Globo, adaptando a mentira de ontem com uma nova mentira, deturpando declarações de petistas, que falaram sobre pactos sociais de longo prazo.


O Globo, em vez de procurar a verdade para publicar, não quer dar o braço a torcer, e mente e deturpa por pirraça, e para encher a paciência, querendo fazer terrorismo e gerar preocupação falsa com quem está a caminho de se aposentar.

O Globo já mentiu sobre uma inexistente "manobra contábil" da Petrobrás. Já mentiu sobre um inexistente "confisco" da poupança, repercutindo o terrorismo fracassado do PPS de Raul Jungmann, mentiu sobre o "dragão" da inflação, mentiu sobre a marolinha, e tantas outras mentiras para testar hipóteses.

Pobre de quem lê uma porcaria de jornal destes.
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Lula, no Rio, devolve vaia para César Maia

O presidente Lula discursou na comemoração de 100 anos do porto do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30), e lembrou do mal que fazia, para a população, a postura desagregadora do antigo prefeito Cesar Maia (DEMos), sem citar o nome:

"O Eduardo Paes [Atual prefeito], em dois anos na Prefeitura, já conseguiu mais do que o ex-prefeito, que nunca queria trabalhar junto com o governo federal, nos seis anos anteriores...

...O Rio de Janeiro, que é o maior cartão postal desse País, durante muito tempo, desde que deixou a capital, vinha perdendo investimento, ... só piorava porque governador brigava com presidente, com prefeito...".

Realmente, Cesar Maia era tão mesquinho, que chegou a distribuir ingressos e convites na abertura dos jogos pan-americanos para filiados ao DEMos fazerem a molecagem de vaiar o presidente Lula, e atrapalhar a própria imagem do Rio de Janeiro e do Brasil. Louco pelo poder, o DEMo acreditava que abalaria a popularidade do presidente. Por isso, quem gosta de Lula, não vota em hipótese alguma em Maia.

Cesar Maia (DEMos), nestas eleições concorre ao senado. O presidente Lula apoia declaradamente para o senado dois candidatos: Lindberg (PT) e Crivella (PRB). Este último concorre à reeleição e ainda aparece na frente na maioria das pesquisas. Lindberg, que deu a largada em sua candidatura como o menos conhecido, está crescendo e deve ultrapassar Cesar Maia nas próximas semanas.

O candidato do DEMos receberá de retorno nas urnas, no dia 3 outubro, uma sonora vaia dos 80% da população que aprova o governo Lula, e que desaprova o tipo de político que Cesar Maia é: adepto da prática de molecagens, em sua ganância pelo poder, em vez de trabalhar para a população.
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Jornal de extrema direita fez propaganda para José Serra e tenta constranger Dilma

A Globo bem que tentou colocar Dilma em saia justa. A Globo fez mais uma vez um descaradamento apoio ao tucano José Serra, candidato da imprensa. O jornal de extrema direita, questionou nesta terça-feira (31) em entrevista no Jornal da Globo a candidata Dilma sobre vazamento. Dilma Rousseff, lembrouque os tucanos de tem expressiva tradição em vazamentos e grampos durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Considero que é absolutamente injustificado que uma pessoa acuse outra sem apresentar prova”, disse Dilma;“Se essa situação for colocada dessa forma, o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva.”

“Vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil às vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES”, disse Dilma, em referência ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que foi pivô de uma série de grampos promovidos por membros do próprio governo de FHC, durante o processo de privatização da Telebrás.

“Também há os grampos feitos junto ao próprio gabinete do secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios para tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa, porque não acho correto. Mas também não concordo que me acusem ou acusem minha campanha”, afirmou a presidenciável.

Dilma também disse que não está negociando cargos em um eventual governo. “Eu não tenho discutido o futuro governo, por uma questão de respeito com a população. Para começar a discutir o governo, eu teria de estar eleita”, afirmou.

O jornal requentou o discurso de José Serra, o das Farc. Dilma falou que a posição do governo do Presidente Lula “sempre foi” de considerar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como entidade ligada à criminalidade e ao narcotráfico. “Brasil a gente tem de perder essa visão um tanto quanto conspiradora. Se não se conversar, você não consegue, inclusive, a paz”, afirmou Dilma.
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Queda da desigualdade de renda no país coloca mais 31, 9 milhões no mercado

"No futuro, as pessoas não olharão Lula como o novo Getúlio Vargas. Mas entenderão Vargas como o Lula do passado. O presidente encarna a principal mudança por que passou o Brasil nos últimos anos, ele é a nova classe média. Lula é o Nelson Mandela tupiniquim". A análise é de Marcelo Néri, economista da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e um dos maiores especialistas em política social do país.

"Na última década, a desigualdade de renda caiu como nunca em nossa história. O equivalente a 31,9 milhões de pessoas ascenderam à classe C, ingressando no mercado consumidor, ampliando a capacidade de nossa economia crescer", avalia Neri, para quem, no entanto, o futuro do país está nas classes A e B. "Quando terminarmos o processo de transferir pessoas das classes D e E para a C, passaremos a transferi-las da C para cima, o que gerará maior pressão sobre os ricos."

A percepção de Neri não é isolada. Durante seminário realizado ontem pela Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, economistas e cientistas políticos configuraram o atual momento da economia brasileira como "privilegiado". Para o cientista político André Singer, as condições econômicas e sociais estão próximas do período do New Deal, nos Estados Unidos, quando o governo americano, por meio de gastos em programas de amparo social e em obras de infraestrutura, impulsionou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) após o "crash" de 1929. "Para ir além", disse Singer, "é indispensável manter a elevação do salário mínimo".

O processo virtuoso, conforme avaliação dos participantes do debate, está assentado em "pontos-chave", como denominou Neri. Segundo números do economista da FGV, a renda oriunda do trabalho respondeu por 67% da redução na desigualdade, a frente dos 17% oriundos de programas de transferência direta de renda, como Bolsa Família, e dos 15,7% provenientes da Previdência Social . "O tripé é este", diz Singer, "quer dizer, aumento do emprego, seguido de gastos com pobreza extrema e aposentadorias".

Este quadro, no entanto, também revela problemas. "Do ponto de vista do crescimento acelerado combinado com redução da desigualdade, o jogo como está colocado hoje é preocupante", avalia Mariano Laplane, economista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ficamos por quase 30 anos completamente à margem do desenvolvimento. O mundo moveu seu eixo tecnológico e industrial para os países asiáticos, ao longo dos anos 1970, e nós ficamos parados, assistindo isso tudo", afirma.

A lógica de Laplane, compartilhada por outros economistas da FGV, é que o ritmo acelerado do PIB - que neste ano, segundo estimativas do governo, deve passar por ampliação de 7%, a maior em 24 anos - não se sustentará, uma vez que o parque industrial brasileiro é pouco desenvolvido tecnologicamente, quando comparado com outros países, como a China.

"Os ganhos de produtividade que nossa indústria fez após a abertura comercial, em 1990, são claramente incapazes de fazer frente aos competidores externos", avalia Laplane, para quem a ampliação do mercado de trabalho passa, principalmente, por maior oferta de empregos no setor industrial.

"Nos próximos dez anos, nosso crescimento será focado no mercado interno. Se não quisermos que a renda que estamos dividindo vaze para o exterior, por meio do consumo de importados, é preciso atenção maior com a indústria", raciocina Paulo Gala, economista da FGV-SP.

A pressão por mudanças, no entanto, ocorrerá de forma difusa, avaliam Neri e Singer. Para este, a nova classe média é "parcialmente conservadora", uma vez que quer continuar ascendendo socialmente, mas deseja que isso ocorra dentro da ordem, sem radicalizações. "Seja para fortalecer o processo de redução da pobreza, seja para efetuar mudanças do lado econômico, como alterar o câmbio e reduzir os juros, o Estado têm diante de si um novo proletariado, que está no setor de serviços, como os operadores de telemarketing", diz Singer.

Para Neri, a nova classe média "não precisa tanto do Estado quanto os mais pobres", assim, passa a ser natural que o Estado "foque mais em políticas sociais aos mais necessitados, deixando a classe ascendente com margem para desenvolvimento próprio".Valor Econômico
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